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Simões Filho: Ex-prefeito Alencar rebate Dinha sobre dívida pública de R$ 300 milhões; confira

O ex-prefeito de Simões Filho, Dr. José Eduardo Mendonça de Alencar (PSD), na manhã desta quarta-feira (12), se posicionou contrário à divulgação do atual Governo Municipal, que na segunda-feira (10), na Câmara de Vereadores reafirmou uma dívida pública acumulada em 2016 de R$ 300 milhões alegando que teria sido deixada pelo ex-Gestor Público. Na ocasião, Dinha (PMDB), apresentou o balanço dos primeiros 100 dias à frente da Prefeitura. Em entrevista ao radialista Jairo Mascarenhas, pela FM 87.9, o prefeito cessante esclareceu e concluiu como uma “irresponsabilidade do atual Governo Municipal dizer que a dívida foi contraída nos últimos 8 anos”.

O ex-prefeito Alencar ainda acrescentou dizendo que o detalhamento da dívida pelo atual prefeito no Plenário da Câmara teria sido um teatro e uma “verdadeira mentira”.

Segundo dados apresentados pelo prefeito Dinha, em 2010 o município tinha uma dívida de 129 milhões, que teria sido quadruplicada desde 2008. Em 2012 passou para 157 milhões, em 2014,  220 milhões e no final de 2016, a dívida pública chegou a 300 milhões.

Em entrevista, Eduardo Alencar esclareceu que ao assumir a prefeitura em janeiro de 2009 existia um passivo deixado pelo também ex-prefeito Edson Almeida (PT), que administrou o município entre 2005 e 2008, na época em que Dinha foi vice-prefeito e Secretário de Administração. No Plenário nesta segunda (10), o atual prefeito não negou esta dívida e revelou que em 2008 o município devia um valor bruto de 30 milhões.

De acordo com Alencar, o seu antecessor, Edson Almeida, que em seu 2º mandato governou entre 2005 e 2008, não pagava a previdência e teria entrado com uma liminar. “Em 2009 fiz uma auditoria. Edson não pagava nada”, disse o prefeito cessante. “Na época acumulou para R$ 84 milhões”, acrescentou.

Para o radialista Jairo Mascarenhas, o ex-prefeito Eduardo Alencar foi mais além ao informar que a dívida é desde 1997, mesmo período em que o ex-prefeito Edson Almeida estaria no início do seu 1º mandato. “A dívida é de 1997 e foi unificada com as dívidas da Câmara e COURB”, disse Alencar.

Ele disse ainda que nos últimos 4 meses do seu governo as dívidas deixadas teria sido em detrimento a queda na arrecadação de R$ 24 milhões para R$ 16 milhões e que teria feito a escolha de pagar os serviços essenciais como saúde, limpeza urbana, etc.

“Tudo que está funcionando foi o que eu deixei como o Hospital Municipal e a UPA”, alfinetou o ex-Gestor Público.

Sobre o atual posicionamento dos vereadores eleitos e reeleitos vindos da sua base, ele declarou que em reunião com os parlamentares, teria dado independência, mas demonstrou que no momento em que os atuais vereadores se calam a certas acusações, de alguma forma se comprometem. Alencar exemplificou a atitude do Dr. Alfredo que teria se calado quando o atual prefeito criticou a falta de atendimento nos postos de saúde.

Jairo aproveitou e cutucou os vereadores. “Alfredo e Neco não se defenderam então os mesmos se acusaram”.

“O meu erro eu assumo, agora transferir para mim a responsabilidade por toda essa dívida é uma verdadeira mentira. Ele deveria recolher todos os panfletos da cidade”, pontuou Alencar ao referir sobre o material entregue ao público no Plenário.

O prefeito cessante aproveitou e disse que os vereadores estão autorizados a tirar o extrato do INSS da dívida do município.



*Rede Imprensa

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