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E o grande clássico BA x VI? Por Igor Guimarães

E o grande clássico BA x VI, que para deleite dos torcedores baianos, apresentou-se com sete confrontos neste ano de 2017, tomou um rumo e importância inesperados neste penúltimo confronto.

O Vitória no início do ano, com sua nova administração, apresentou um projeto de contratações de jogadores com nomes consolidados e tinha um discurso de brigar pelo título da Copa do Brasil.

Embora o clube administrativamente,  demonstrasse divergências entre os membros gestores, o time sobrou em campo no campeonato baiano. 

O título veio, mas o torcedor ficou com a pulga atrás da orelha, até por que, logo em seguida, veio a eliminação na Copa do Nordeste pelo rival e o fracasso precoce na Copa do Brasil, por um adversário que disputa a segunda divisão: o Paraná.

No Bahia, o caminho foi inverso. No início do ano vieram algumas contratações, mas não com o impacto das que aportaram no rival.
A diretoria traçou um objetivo: o título da Copa do Nordeste e conseguiu, logo depois de eliminar o rival na semifinal e bater o badalado Sport na finalíssima.

Um com o título estadual e o outro com o da Copa do Nordeste, as diretorias entenderam que estavam no rumo certo.
Na estreia do nacional o Bahia goleou o Atlético-PR por 6 a 2. Cenário perfeito para a ilusão da caminhada rumo a terceira estrela.
Já o Vitória estreou mal, contra o Avaí, 0 a 0, fora de casa. As desconfianças começaram a ampliar.

As rodadas foram se sucedendo e o tempo mostrou que o planejamento dos dois clubes estavam errados. Contratações se faziam necessárias. De um lado o Bahia, sem dinheiro, do outro o Vitória, gastou demais e e se viu obrigado a se livrar de medalhões que não passaram de engodo. E o resultado foi a entrada dos dois times na Zona Maldita.

O sexto clássico, no próximo domingo(02), perdeu brilho e mostra as feridas de planejamento dos nossos dois clubes e coloca um cenário onde quem perder vai afundar de vez no tenebroso mundo da zona do rebaixamento.

Seja lá qual for o resultado, é preciso refletir e agir para corrigir o rumo. Falar menos e trabalhar mais, para fazer a diferença.



Por Igor Guimarães

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