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"Categoria pode parar suas atividades ainda este ano" diz Augusto Vasconcelos

O Presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia Augusto Vasconcelos, foi o entrevistado desta terça-feira (26) no Programa Panorama de Notícias, na 87.9 Simões Filho FM.

Augusto falou inicialmente sobre o tratamento oferecido pelas agências bancárias a população.

"É preocupante esta situação dos bancos no Brasil. Não há justificativa para os bancos não oferecerem boas condições de serviços para os clientes. Muitas demissões foram realizadas na agências bancárias onde tivemos 14 mil demissões no Brasil e isso é um fato muito preocupante" pontuou. 


A explosão recentemente na Caixa Econômica Federal de Simões Filho, foi relatada pelo presidente.

"Essa explosão aqui em Simões Filho nos deixou preocupado, eu já trabalhei aqui em Simões Filho de 2004 a 2006 e fui vitima de três assaltos. Graças a Deus conseguimos mudar a localização da agência para o centro, mas essa onda de explosão nos preocupa sim" relatou. 


Augusto falou sobre o papel do Sindicato, em relação aos funcionários que sofrem violência durante o assalto. 

"O sindicato tem pressionado os bancos para darem uma assistência psicológica, médica e um acompanhamento ao funcionário que foi vitima disso. Apesar da resistência dos bancos, o nosso sindicato é forte e estamos lutando por melhorias" explicou. 
Em seguida Augusto explicou sobre a Lei dos 15 minutos. 

"A lei dos 15 minutos é uma lei municipal, porém esta lei é descumprida. Eu oriento ao cliente que ele adquira uma prova do horário em que esteve na agência e entre em com uma ação porque só assim poderemos ver se melhora esta questão da lei" declarou. 


Para finalizar, o presidente falou sobre uma possível greve da categoria ainda essa ano.

"Toda greve ela traz algum tipo de transtorno. A greve é uma consequência de não negociação por parte do patronal. Só fazemos greve porque não temos outra opção, o ideal seria não fazer greve. Não temos nenhuma data marcada para uma nova greve dos bancários ainda este ano. Temos um acordo válido até 1º de setembro de 2018 com algumas pautas pendentes e por causa dessas pendências a categoria pode parar suas atividades" concluiu. 

Este ano na Bahia já foram contabilizados, 60 ataques a bancos, 32 explosões, 15 tentativas frustradas, 11 arrombamentos e 2 assaltos.



Por Ataíde Barbosa



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