Mais da metade do "quadrilhão" do PMDB já está atrás das grades

Quatro dos sete acusados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot de integrarem o "quadrilhão" do PMDB - supostamente liderado pelo presidente da República - já estão atrás das grades. São eles: os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (pela segunda vez) e o ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o "homem da mala da JBS".

Na denúncia que levou ao Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira (14) contra Temer e seus aliados históricos, Janot afirma que a liderança do "quadrilhão" era exercida pelo presidente.Também fazem parte do grupo, segundo a acusação, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República).

Todo o "quadrilhão" foi denunciado por organização criminosa na última flechada de Janot, que encerra seu segundo mandato neste domingo (17).

De acordo com a Folha de S. Paulo, Eduardo Cunha foi o primeiro integrante do "quadrilhão" a ser capturado. Em 19 de outubro de 2016. Em 3 de junho deste ano, Rodrigo Rocha Loures, o "homem da mala da JBS", foi capturado preventivamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo. No dia 6, Henrique Alves foi levado pela Polícia Federal, aos gritos de "ladrão" e "safado", na Operação Manus por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal. O último peemedebista do a ser preso foi Geddel Vieira Lima. O ex-ministro de Temer e Lula foi capturado duas vezes em dois meses por ordem juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.

O "quadrilhão" do PMDB arrecadou R$ 587 milhões em propina, segundo a denúncia de Janot. Valores teriam sido arrecadados na Petrobrás, em Furnas, na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Integração Nacional, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e na Câmara dos Deputados.


*Radar da Bahia

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