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Mesmo com radares, Av. Paralela, é a mais perigosa de Salvador; obras da CCR aumentam risco

Desde julho de 2016, a vida do motociclista Wilson Júnior virou de cabeça para baixo. O motivo foi um acidente na Avenida Luís Viana Filho, a Paralela. O episódio que o deixou entre a vida e a morte e fez com que o engenheiro realizasse mais de 20 cirurgias aconteceu quando um tapume de aço que isolava a obra do metrô, de responsabilidade da CCR, soltou-se e acertou sua moto.

O acidente de Júnior foi só um dos muitos que aconteceram na avenida em 2016. De acordo com um levantamento divulgado pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), a via foi o local onde mais aconteceram acidentes na cidade pelo segundo ano consecutivo.

Mas segundo a Transalvador, medidas como a implantação de fotossensores e o monitoramento das vias através de câmeras têm auxiliado na redução dos números que, apesar de assustadores, já conseguiram ser maiores em anos anteriores.

Av. Luiz viana filho registrou 260 acidentes no ano passado

Os dados do levantamento feito pela Transalvador mostraram que, durante o ano de 2016, 260 acidentes foram registrados na Av. Luiz Viana Filho. No segundo lugar entre as vias mais perigosas da cidade está a Avenida Antônio Carlos Magalhães — a ACM —, com 178 acidentes com feridos e seis com mortos no ano passado. A relação traz também a Avenida Afrânio Peixoto, a Suburbana, onde foram contabilizados 166 ocorrências com pessoas feridas, além de dez acidentes fatais.



Mais de 20 cirurgias e luta na justiça
Após o acidente, Wilson Júnior ficou em estado grave no hospital e, depois de mais de 20 cirurgias, ainda luta na Justiça contra a CCR. “Ele passou por um procedimento cirúrgico na segunda [18 de setembro] e continua com mobilidade reduzida. A única coisa que a gente conseguiu foi uma liminar pra que ele tivesse uma ajuda de custo mensal”, explicou Milene Matos, esposa de Júnior. A CCR disse apenas que “tem cumprido com todas as determinações judiciais referentes ao caso”.


CCR: trabalho em parceria
Ao Jornal da Metrópole, a CCR Metrô afirmou que trabalha em parceria com a Transalvador para evitar que a obra cause novos acidentes. “Inclusive com instalação de placas de advertência, acompanhamento dos serviços por sinaleiros de obra e também por monitores de tráfego”, disse a concessionária, que garantiu ainda que os tapumes de proteção para as áreas em obra possuem vistoria e manutenção diárias.



*Metro1

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