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Ano novo sem champagne: espumante é proibido no Festival Virada


A virada de 2018 na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, não terá espumante. Além de não ser possível entrar no espaço da festa com garrafas de vidro, por serem objetos perfurocortantes, também está proibido levar qualquer tipo de bebida. Este tipo de produto só poderá ser comprado dentro do espaço da festa. 

"Não é permitido nenhum tipo de bebida em garrafa de vidro, nada que ponha em risco a vida do cidadão que está curtindo o Réveillon", afirma o secretário de Ordem Pública de Salvador, Marcos Passos. Também está proibido levar garfos, facas, copos de vidro e qualquer outro objeto que possa funcionar como arma branca. Revistas serão feitas no público e nos ambulantes por agentes da Guarda Municipal e policiais militares, a fim de impedir a entrada de itens proibidos. 

Os 450 ambulantes cadastrados para atuar no local venderão apenas bebidas do patrocinador do evento, a Ambev. Terá cerveja com e sem álcool, bebida mista de álcool e vodka, água e refrigerantes. Como a empresa não comercializa espumantes, eles estarão de fora do evento.

Ambulantes
Nesta terça-feira (26) também começaram a ser distribuídos os kits para os ambulantes que atuarão no Festival Virada Salvador, compostos por dois isopores, um guardassol, camisa e colete. Não houve registro de confusão durante o primeiro dia da entrega. Porém, as pessoas chegaram antes mesmo das 8h para receber o conjunto. Os kits serão entregues até Às 17h desta quarta-feira (27), num espaço montado na própria Arena Daniela Mercury. 

Sob um sol escaldante, ambulantes esperaram cerca de duas horas até serem atendidos. Eles tinham que apresentar RG e comprovante de pagamento da licença. A comerciante informal Débora Berna, 46 anos, planeja vender 35 caixas de cerveja por dia. “Acho que, esse ano, a venda vai ser melhor porque é tudo fechado. Ano passado, o espaço era quase aberto e tinha muita concorrência com os de fora”, disse, se referindo aos vendedores não licenciados. 

Pela primeira vez trabalhando no Réveillon de Salvador, a ambulante Miriam Bonfim, 50, estava acompanhada da filha para buscar o kit. Acostumada a vender no Carnaval, ela estranhou o fato de só poder comercializar bebidas no Festival Virada Salvador. “Não pode botar nem um queimado, nem cigarro”, lamentou. Ela disse que foi a crise que a fez trabalhar no Ano Novo. “O gás sobe todo dia. A energia também. Eu sustento uma casa com oito pessoas”, conta. Miriam pretende também aproveitar um pouco da festa. “Vou dar um jeito de sacudir lá”, contou, aos risos.

Os ambulantes que receberam os kits também participaram de palestras com instruções de higiene, informações sobre legislação, trabalho infantil e conduta durante a festa. Os trabalhadores que não tiverem com quem deixar seus filhos menores de 18 anos foram orientados a deixá-los num espaço de acolhimento organizado pela prefeitura. Este ano, 120 crianças poderão ficar acolhidas na Escola Municipal Luiza Mahin, na Avenida Simon Bolivar, na Boca do Rio. 



*IBahia

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