Estudantes gaúchas criam calcinha menstrual sustentável e antibacteriana


Motivadas pela falta do produto no mercado, 3 estudantes do Rio Grande do Sul criaram calcinhas menstruais sustentáveis. Raíssa Kist, de 23 anos, Nicole Zagonel e Francieli Bittencourt, de 25, são alunas de engenharia química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRS. Elas começaram o negócio utilizando um financiamento coletivo no final de 2016 pelo site catarse, que conseguiu arrecadar 46 mil reais. 

Esse ano, o projeto se transformou na empresa Herself, que vende calcinhas menstruais, peças que absorvem a menstruação e também são reutilizáveis. "Entramos em contato com algumas mulheres para entender incômodos e como elas vivem a menstruação no dia a dia, e percebemos que havia uma busca por novas soluções nessa área. As mulheres não estavam satisfeitas com os absorventes, mas por comodismo e falta de opções, acabavam recorrendo a eles", disse Raíssa.

A marca tem como carro chefe dois modelos que possuem 3 camadas de tecidos antimicrobianos e impermeáveis que impedem o vazamento e a proliferação de bactérias, além de serem mais confortáveis que os absorventes convencionais. A calcinha pode ser usada por um tempo máximo de 12 horas e trocada assim que a mulher sentir uma certa umidade, o que significa que a absorção está no limite. Para lavar, é preciso colocar primeiramente a peça de molho em água morna, e depois lavá-la normalmente. 

Por enquanto, as estudantes estão distribuindo as calcinhas como recompensa àquelas que contribuíram para o financiamento coletivo. Em dezembro de 2017, a marca vai lançar um site de vendas para o público geral.

Em outros países, já existem fabricantes que produzem esse tipo de calcinha. A Pantys chegou ao Brasil recentemente e a marca Thinx, usada por Bela Gil, é vendida nos Estados Unidos. Em contraste, a marca criada pelas gaúchas, segundo o site Só Notícia Boa, tem fabricação 100% brasileira, e foi algo pensado pelas meninas desde o início do projeto, pela mão de obra e pela necessidade de adaptar o produto ao nosso clima. "Compramos os produtos do exterior para conhecê-los, mas lá fora o corte das calcinhas é mais largo e tem a cintura mais baixa e o corpo, das estrangeiras, também é diferente. Pelo clima tropical do Brasil, a calcinha tinha que ser mais fininha e leve", explicou Raíssa.



*Bahia Notícias

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