Lavagem do Bonfim: Colina Sagrada atrai milhares de devotos nesta quinta-feira (11)

Nesta quinta-feira (11) milhares de devotos vão lotar as ruas da Cidade Baixa, em Salvador, para a Lavagem do Bonfim. Devotos do catolicismo, do candomblé, além de protestantes e políticos marcam presença, todos os anos na festa, que é um dos momentos religiosos mais aguardados do ano na capital baiana. A Lavagem do Bonfim é realizada todos os anos na segunda quinta-feira do mês de Janeiro.

A concentração da lavagem começa cedo, às 8h, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, de onde os devotos do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Oxalá, para o candomblé, partem para uma caminhada de cerca de oito quilômetros, acompanhando a condução do andor até a Colina Sagrada, transformando o percurso em um grande tapete branco.

Este ano o tema da Lavagem é: “Origem, identidade e missão do amado Jesus, Senhor do Bonfim”. A festa tem um dos pontos altos a partir das 12h, com a lavagem do adro da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, com água de cheiro e flores, pelas baianas. Após o ato, a imagem peregrina do Senhor do Bonfim permanece próxima à porta da igreja para veneração pública dos fiéis até as 18h. Apesar da lavagem ser realizada nesta quinta (11), a programação dos festejos começa sempre com uma semana de antecedência, com o início da novena, e vai até o domingo, dia em que é celebrada uma missa solene pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Patrimônio Imaterial Nacional, a festa também tem o seu lado profano, visto que diversos blocos tradicionais de samba e rodas de capoeira seguem em cortejo até o Bonfim.

HISTÓRIA DA FESTA
O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão Português Teodósio Rodrigues de Farias cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, construída na Colina Sagrada. Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixá-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo até a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo da Bahia Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.




*Radar da Bahia

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