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Clubes dizem não ao árbitro de vídeo no Brasileirão 2018

Ainda não será dessa vez que teremos árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro de 2018. Alegando motivos econômicos, a decisão foi tomada por representantes dos 20 clubes da Série A nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho Técnico da competição, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O placar foi 12 a 7 contra o sistema de vídeo-arbitragem VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo), além de uma abstenção.

A proposta da CBF era transferir para os clubes a responsabilidade pela implantação da tecnologia, que tem como objetivo tirar dúvidas da arbitragem em determinados tipos de lances, como gol, pênalti, aplicação de cartão vermelho e identificação de atletas O custo estimado para os 380 jogos da Série A era de R$ 20 milhões.

“ Vetar foi uma decisão da maioria, pelo custo elevados para os clubes. Para cada clube, (o árbitro de vídeo) custaria R$ 500 mil apenas para o segundo turno, ou R$ 1 milhão para o campeonato inteiro. Decidimos esperar a observação na Copa do Mundo e talvez implantar no Brasileiro do ano que vem” explicou o presidente do Vasco, Alexandre Campello ao site Globoesporte.com

Veja como foi a votação sobre a implantação do VAR no Brasileirão:

A favor: Flamengo, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Grêmio e Internacional.

Contra: Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará.

Não votou: São Paulo (o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva tinha ido embora no momento dessa votação).

“ O Bahia foi favorável mesmo que tivesse que pagar por isso, mesmo que houvesse um custo alto. A gente defendeu o modelo, porque o prejuízo mesmo acontece quando há um erro contra o clube ou contra o futebol”, disse o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani.



*Radar da Bahia

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