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TÁ COMPLICADO! Você sabia que paga três vezes mais pela gasolina e pelo gás de cozinha? Entenda os motivos

Para muitos brasileiros, a gasolina tem se tornado artigo de luxo. As sucessivas altas dos preços nos últimos meses obrigam o brasileiro a fazer contas na hora de mandar encher o tanque. Em Salvador, por exemplo, o litro da gasolina é encontrado a R$ 4,35, em média. No entanto, esse salgado valor é 175% mais caro do que quando o derivado do petróleo sai da refinaria, a R$ 1,55. Ou seja, quase três vezes mais – e poucos motoristas sabem disso.

E quem depende de carro não deve ter alento tão cedo, pois a partir deste sábado (24/2) haverá novo reajuste para os distribuidores. Eles devem comprar o insumo da Petrobras a R$ 1,56. Resta saber qual será o impacto para o consumidor final.

As planilhas disponíveis mostram que os impostos são os maiores responsáveis por manter o produto a cifras assustadoras. Cerca de 45% do valor final da gasolina são referentes a encargos, sendo 29% deles estaduais – a exemplo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – e 16% federais – como Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Ainda figuram como vilões, no preço final da gasolina, 27% em realização da Petrobras – que é o preço definido pela estatal, sem impostos ou tributação –, 13% do etanol anidro (substância misturada ao combustível) e 15% em distribuição e revenda. Trocando em miúdos, todo esse processo é pago pelo consumidor.

GÁS DE COZINHA
Não é apenas a gasolina que chega ao consumidor final com preço nas alturas. O gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha, é vendido aos distribuidores por R$ 23,16, em média, mas quem compra um botijão nos tradicionais pontos de venda paga R$ 70,21. As informações constam no site da ANP, em levantamento feito entre 11 e 17 de fevereiro deste ano.

Assim como a gasolina, o preço do gás de cozinha também é composto por vários itens. São eles: realização da Petrobras (35%), ICMS (17%), PIS/Pasep e Confins (3%) e distribuição e revenda (45%). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Distrito Federal, Raimundo Miquilino da Cunha, ataca a política de preços dos distribuidores e pede um rigor maior na fiscalização.


*Radar da Bahia

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