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Casos de raiva acendem alerta e campanha de vacinação é antecipada

O sinal de alerta foi ativado no Centro de Controle Zoonoses (CCZ) após a confirmação de casos de raiva silvestre em dois morcegos no bairro de Patamares. Para manter o município livre da doença, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) decidiu antecipar a campanha de vacinação para esta terça-feira (3). No ano passado, a vacinação ocorreu em setembro.

Antes mesmo de iniciar a campanha – que será finalizada em 18 de agosto -, o CCZ, órgão vinculado à SMS, já havia iniciado as ações no bairro no qual os casos de raiva foram identificados

Entre os dias 11 e 19 de junho, foram vacinados 438 cães e 113 gatos em condomínios em Patamares e adjacências.

Apesar de os animais infectados terem sido de espécies não hematófagas, ou seja, que se alimentam predominantemente de insetos, a detecção dos casos de raiva pode expor seres humanos e outros animais ao risco de infecção, caso haja contato com um morcego infectado.

Em entrevista à Tribuna da Bahia, o médico veterinário e chefe do Setor de Vigilância e Controle da Raiva do CCZ, Aroldo Carneiro, alertou para importância da vacinação, destacando que animais domésticos, mesmo não tendo contato com outros animais, também podem ser alvo de possíveis transmissores da doença.

“Mesmo o animal que vive dentro de casa e não tem contato com outros, também precisa ser vacinado. O risco é o morcego, por exemplo, entrar na casa, no apartamento, e o cão ou gato caçar o morcego e acabar sendo mordido. E, se o animal doméstico não estiver vacinado, vai correr o risco de contrair raiva. Mesmo o animal que só fica dentro de casa, precisa ser vacinado uma vez por ano”, destacou.

O especialista ressaltou, porém, que “a simples presença dos morcegos não representa um risco à saúde, já que esses animais não costumam atacar as pessoas”. Os animais silvestres são protegidos por lei e não podem ser eliminados ou presos sem autorização de órgãos ambientais.

“Sempre que encontrar um morcego em local e horário não habitual, apresentando dificuldade para voar ou for achado morto, o cidadão deve entrar em contato imediatamente com o CCZ e, caso não haja risco, os animais devem ser mantidos isolados, sob balde ou caixa de papelão, por exemplo, até a chegada dos profissionais”, explicou.

Precauções – Em casos de mordidas, o especialista aconselha: “Uma pessoa que é mordida por um animal potencialmente transmissor do vírus da raiva, tem que, primeiro, lavar bastante o local com água e sabão. Depois procura uma unidade de saúde para avaliação médica. Se for por animal silvestre, não tem como saber se aquele morcego, macaco, raposa, estava com o vírus da raiva, porque eles podem ficar sadios por um período. Cão e gato tem um período de observação por dez dias depois que leva a mordedura. Animais silvestres não tem”, afirmou ao jornal.

Durante a campanha de vacinação, as doses são disponibilizadas para qualquer animal, inclusive os que vivem nas ruas. “Quando é de rua, a gente procura identificar o cuidador, para que ele se responsabilize pelo animal para depois da vacina. Como qualquer outra vacina, existe o risco de reação vacinal. O risco é mínimo, mas ainda assim existe. Não podemos vacinar e dar as costas. Normalmente o animal de rua tem um cuidador, alguém que dá água e comida”, esclareceu.

“No trabalho que fazemos de identificação desses animais, além da vacinação, fazemos também a castração. A gente identifica alguém que cuida para disponibilizar a castração gratuita, outro serviço da Secretaria de Saúde. Animal de rua existe porque existe abandono, alguém abandonou ou cria de forma incorreta, e o animal tem livre acesso à rua. Animal é para ficar dentro de casa. Abandonar animal é crime”, lembrou.



*Bahia.Ba

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