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Júri popular de Kátia Vargas é anulado após decisão de desembargadores

O júri da médica Kátia Vargas foi anulado após 2 votos contra 1 dos desembargadores da Segunda Turma da Câmara do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), nesta quinta-feira (16). Segundo o jornal 'Correio', o resultado ainda cabe recurso. A médica foi absolvida da morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle, de 21 e 23 anos, em dezembro do ano passado.

O desembargador relator do caso, José Alfredo Cerqueira, defendeu que o tribunal do júri que absolveu a oftamologista deve ser anulado. O desembargador que votou contra foi Mário Alberto Hirs. No início do mês, ele pediu visitas para estudar mais os autos e afirmou que o caso é 'contraditório e complicado'.

"Não há provas de que não houve discussão ou a tese que é defendida (...). O que se vê em todos os depoimentos da defesa são menções a personalidade, perfil psicológico, pessoa solidária e doce, maneira de ser com os que com ela conviveram e que não condiz com a conduta a ela atribuído. Provas materiais consistentes em provas periciais elaborados pelo Departamento de Perícia Técnica, da Secretaria de Segurança Pública, fornece dados que colabora com as testemunhas, evidenciando também o contato havido entre o carro é a moto", afirmou o relator em decisão.

Cerqueira, por sua vez, ressaltou que as provas apresentadas, além dos depoimentos das testemunhas que estavam no momento do acidente na Avenida Oceânica, foram suficientes. “Resta evidenciado após a análise que a decisão do corpo de jurados que absolveu a ré optando por uma tese que não foi a apresentada pela defesa está a toda evidência dissociada do lastro probatória”, comentou o desembargador relator, ao 'Correio'. 

José Luis Oliveira Lima, advogado de Kátia, afirmou que vai interpor os recursos cabíveis: "a defesa de Kátia Vargas, apesar de respeitar a decisão do Judiciário, não concorda com o seu teor e irá interpor os recursos cabíveis para restabelecer a justa absolvição de Kátia Vargas. A prova produzida na ação penal foi bem analisada pelos jurados e comprovou a total improcedência da acusação. A defesa confia na justiça".



*IBahia


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