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Fraude com CPF de idosos garantiram disparos em massa de WhatsApp na campanha

O envio de mensagens em massa pelo WhasApp para beneficiar políticos nas eleições de 2018 foram era feito com base no uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular. A informação é da Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, entre as agências envolvidas no esquema está a Yacows. Especializada em marketing digital. Ela prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, produtora que trabalhou para a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Ex-funcionário dessas empresas, Hans River do Rio Nascimento, descreveu a atuação de três agências coligadas: Yacows, Deep Marketing e Kiplix, que funcionam no mesmo endereço em Santana (zona norte de São Paulo) e pertencem aos irmãos Lindolfo Alves Neto e Flávia Alves. Segundo seu relato, as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados.

A lei exige o cadastro de CPFs existentes para liberar o uso de um chip. Como o WhatsApp trava números que enviam grande volume de mensagens para barrar spam, as agências precisavam de chips suficientes para substituir os que fossem bloqueados e manter a operação.

Ainda segundo Nascimento, a linha de produção de mensagens funcionou ininterruptamente na campanha. Segundo o jornal, depois de ter conversado com a reportagem, o funcionário, que processava a empresa, fez um acordo com ex-empregadora e pediu para que suas informações não fossem utilizadas.


*Bahia.Ba

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