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Carnaval em Salvador terá drones e policiais disfarçados nos circuitos


Uma tecnologia que, a partir de pontos e medidas do rosto como o tamanho do crânio, distância entre os olhos e comprimento da linha da mandíbula, identificará em tempo real os bandidos que tentarem o acesso ao Carnaval de Salvador. As câmeras com reconhecimento facial, que estarão presentes nos Portais de Abordagem da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) nos circuitos Dodô (Barra), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho), são uma das novidades que serão usadas para garantir a segurança na maior festa popular do planeta. 
Além dos Portais, haverá também câmeras de reconhecimento facial em rádios comunicadores e ainda drones sobrevoando os circuitos da folia e policiais disfarçados circulando na região dos camarotes.

“São mais de 400 câmeras, em algumas delas começaremos a testar o reconhecimento facial nos portais de abordagens. Foi um avanço muito grande desde 2016, reduzindo drasticamente a violência no circuito. Vamos ter uma reposta melhor e um atendimento melhor à população e aos turistas”, declarou o secretário de Segurança Pública (SSP), Maurício Barbosa, durante o lançamento nesta terça-feira (26) da operação na capital e no interior do estado durante o Carnaval.

“Funcionará da seguinte forma: através de um software, as câmeras vão captar os pontos dos rostos e comparar na hora com o nosso banco de dados”, declarou o coronel Marcos Oliveira, superintendente de Gestão e Tecnologia Organizacional (SGTO) da SSP. O comparativo será com 1.200 fotos dos bandidos mais procurados do Estado, armazenadas no Centro Integrado Comando e Controle (CICC), onde cerca de 30 instituições estaduais, federais e municipais realizarão o trabalho integrado. 

“Além dos bandidos mais procurados, constarão no nosso banco de dados pessoas que já tiveram passagem na polícia, que respondem processos, que cometeram qualquer tipo de infração. A medida quando os dados cruzados derem positivo, policiais civis e militares de prontidão atuarão de imediato”, explicou Oliveira.

Rádio
O reconhecimento facial não será exclusivo nos portais. Policiais civis contarão com a tecnologia na palma da mão. “Alguns agentes usarão rádios com reconhecimento facial. Isso com certeza nos ajudará a ampliar a segurança a baianos e turista”, declarou o delegado-chefe da Polícia Civil Bernardino Filho. 

Drones
A operação vai contar com 14 drones para auxiliar o monitoramento das ações no solo, principalmente no trecho do Farol da Barra e orla. “É um uma região que na época do Carnaval costumam fazer uso de entorpecentes. O uso do drone nos dará mais autonomia para agir”, pontuou Maurício Barbosa, secretário de Segurança Pública. 

Observadores
Com base nos dados de ocorrências do Carnaval do ano passado, alguns policiais civis trabalharão, neste ano, disfarçados na frente dos camarotes. “Duplas estarão circulando no entorno dos camarotes. Estarão vestidos como foliões suando abadás ou roupas comuns. O intuito é impedir os roubos e furtos. Essas duplas serão avisadas por outros policiais civis que estarão dentro do camarote disfarçados para observar de cima a multidão. São os observadores”, declarou o delegado-chefe Bernardino de Brito. 

Efetivo
Ao todo, 26 mil policiais militares, civis e técnicos formam o efetivo que atuará em Salvador, nos três circuitos oficiais da festa e nos bairros, além de outras 45 cidades do interior do estado onde há festejos. As equipes estarão distribuídas nos locais das festas e coordenadas através do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde cerca de 30 instituições estaduais, federais e municipais realizarão trabalho integrado. 

Os foliões contarão com 69 postos policiais para atendimento. Os circuitos das festas terão ainda postos das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams); de Proteção à Pessoa (DPP); para casos de desaparecidos; e de Atendimento às Vítimas de Racismo e Intolerância.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) estará pela primeira vez realizando o trabalho direto dos circuitos do Carnaval, em uma operação que envolve 345 agentes. 

Serão realizados laudos de lesão corporal, perícia e identificação de drogas, controle do tráfico de drogas e identificação civil em meio à folia. Ao todo, serão cinco postos físicos.



*Correio da Bahia

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