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Prefeitura distribuirá 800 mil camisinhas a mais no Carnaval de 2019

Ministro da Saúde no governo Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, esteve em Salvador na manhã desta sexta-feira (22), para lançar a campanha de Carnaval do combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs/HIV). O evento, realizado no Hotel Monte Pascoal, na Barra, e contou com a presença do Rei Momo 2019, Renildo Barbosa, e com o grupo Ilê Aiyê. 

O tema da ação é 'Pare, pense, e use camisinha'. O principal público alvo é formado por homens de 15 a 39 anos, faixa etária considerada pela pasta como mais vulnerável à doença. Ao todo, o projeto distribuirá 130 milhões de preservativos em todo o Brasil – 22% a mais do que na ação do ano passado. Em Salvador, o número também cresceu: passará de 2,2 milhões para 3 milhões de camisinhas.

Durante uma coletiva de imprensa realizada no Monte Pascoal Praia Hotel, no bairro da Barra, foram apresentados dados sobre o índice de pessoas que convivem com a doença em todo o Brasil. 

Campanha 
Ainda durante o lançamento da campanha, Mandetta esclareceu uma declaração dada ao jornal Folha no ano passado, quando disse que reforçaria as políticas para o combate as doenças sexualmente transmissíveis, ponderando, no entanto, que faria isso "respeitando as famílias".

"A campanha é bonita, leve e respeitar as famílias, como a gente fala, é respeitar todo mundo, respeitar a sociedade como um todo. A gente não está aqui falando de qualquer coisa que não seja levar uma mensagem extremamente horizontal. Essa mensagem tem que chegar lá no Brasil profundo, lá no Acre, no interior da Amazônia, como ela tem que chegar dentro de São Paulo", explicou. 

A escolha de Salvador para o lançamento, explica, é a força que a cidade tem quando o assunto é a folia momesca. “A Bahia tem um dos Carnavais mais fortes e o mais tradicional. É uma época que há uma tendência natural de se exaltar mais, ter um contato mais íntimo entre homens e mulheres, e entre homens e homens", justifica.

Também presente no evento, o secretário estadual de saúde, Fábio Villas-Boas, falou sobre a importância da conscientização entre o público gay. "Há blocos com concentração maiores de homens que fazem sexo com homens. Portanto, nós precisamos aproveitar essa oportunidade e dividir uma mensagem para essas pessoas, que façam a prevenção. E que levem para o resto de suas vidas essa conscientização de se prevenir”, comentou.


Testes
Em Salvador, durante os dias de folia, a prefeitura manterá em funcionamento dois módulos onde será possível fazer testes rápidos para detectar doenças sexualmente transmissíveis, como a Sífilis e o HIV/Aids.

Uma das unidades ficará na Avenida Carlos Gomes, em frente ao Multicentro de Saúde, e funcionará das 9h às 21h. Já o outro será na Barra, nas proximidades do Beco da Off, e estará aberto das 12h às 22h.

O prefeito ACM Neto explicou que, em cada módulo, uma equipe de profissionais da área da saúde estará dando suporte aos pacientes, sobretudo para aqueles que tiverem o resultado positivo para as doenças. 

"Caso haja uma detecção positiva para qualquer um desses exames, no caso da Sífilis, por exemplo, o paciente recebe a primeira medicação no local. No caso do HIV, a pessoa já tem imediatamente o amparo psicossocial", explicou o prefeito.

"A partir dali, ela é regulada para uma das unidades de saúde da prefeitura e, logo depois, passará a ter todo o suporte para desenvolver o seu tratamento", completou. 

Números
Secretário da Vigilância em Saúde (SVS) do governo Bolsonaro, Wanderson Kleber Oliveira afirmou que dados do último boletim epidemiológico do HIV/Aids mostram que, em 2017, 73% (30.659) dos casos de HIV ocorreram em pessoas do sexo masculino.

O documento aponta ainda que um em cada cinco novos casos de HIV ocorreram entre homens de 15 a 24 anos e que, entre 2007 e 2017, houve um aumento de 113% entre pacientes do sexo masculino na faixa etária de 20 a 24 anos infectados pela Aids - o número passou de 25,6 para 36,2.

"Temos pelo menos 866 mil pessoas convivendo com HIV e Aids no Brasil. Destas, 694 mil foram diagnosticadas, o que representa cerca de 80%. O restante ainda não sabe que está com a doença ou não tem acesso aos tratamentos para ter uma vida adequada", disse. 



*Correio da Bahia


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