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Confira os preços dos produtos para Semana Santa

Se você está pensando em comprar apenas nas vésperas os ingredientes para o almoço da Sexta-Feira Santa e da Páscoa, é melhor repensar. O bahia.ba foi à feira para verificar o preço dos produtos que compõem a cesta da Semana Santa, e constatou queda no valor dos pescados em relação ao ano passado. A baixa no preço também foi constatada em levantamento feito pela Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon).

Segundo os comerciantes ouvidos pelo bahia.ba na Feira de São Joaquim, o produto mais procurado e mais vendido é o camarão seco, principal ingrediente na comida baiana.

Por lá, o quilo do pescado varia de acordo com a qualidade e o tamanho. Os preços do quilo variam de R$ 15 a R$ 34. Mas apenas por enquanto, porque a tendência é subir. “Esse ano está até mais barato, principalmente o camarão. No ano passado, ele chegou a custar R$ 65”, disse o comerciante Valter Fagundes.

Segundo ele, a baixa nos preços se dá pelo grande volume de produto. Quando falta, o preço sobe porque valoriza a mercadoria. O que pode ocorrer se a compra for deixada para a última hora.

De acordo com a vendedora Mahatma Barros, do início do ano até o começo de abril, os produtos tiveram alta de 15%. “Para quem vem esporadicamente, nesse período de festa, sente uma diferença, mas o pessoal está levando mesmo assim”, afirmou.
Outros produtos, como castanha, quiabo e azeite, também estão com o valor mais em conta. O quilo da castanha, por exemplo, está em torno de 20% mais barato em comparação com o ano passado. “Ano passado a castanha quebrada deu de R$ 35. Hoje está de R$28. Já o azeite ano passado tava de R$ 5, hoje ele está custando R$4, e a gente pode reduzir para R$ 3,50”, disse a comerciante Edineide Rodrigues.

O gengibre está quase pela metade do preço. “Estava de 15 reais a caixa (em 2018). Agora está de R$ 7”, afirmou a comerciante.
“No início é isso aí, mas a tendência é aumentar. Quando chega nessa época de Sexta-Feira Santa, sobe. Depois que passa a Semana Santa os preços caem. O valor do quiabo a R$ 4 reais tá saindo bem, o pessoal está vindo comprar logo cedo, para não chegar na Semana Santa e aumentar”, avaliou o vendedor da Feira de São Joaquim Márcio Pereira.
Segundo a Codecon, no Mercado das Sete Portas, o quilo do camarão fresco também caiu, cerca de 21% (preço na tabela). O da Corvina (peixe) não apresentou mudança, saiu a R$ 14 nos dois anos.

Já na Feira de Itapuã, tradicional mercado de pescados da cidade, houve redução no preço do camarão fresco e da pescada amarela, de mais de 14%, e no badejo, de 7,65%.

Ainda que tenha havido queda em alguns preços em relação ao ano anterior, o órgão alerta que consumidor precisa estar atento. Em um mesmo local, como o Mercado Popular de Água de Meninos, é possível encontrar produtos similares com diferença de preço significativa. É o caso da Cavalinha, que tem preço variando até 100% para mais, de R$ 10 a R$ 20.

Diretora da Codecon, Roberta Caires recomenda pesquisar antes da compra. “A variação dos preços, percentualmente, é significativa. Há locais que trazem produtos semelhantes com uma diferença de até 150%. Vale a pena consultar a pesquisa da Codecon para economizar tempo e dinheiro na hora de comprar”, disse ao bahia.ba.
Realizado entre os dias 25 e 29 de março, o levantamento é um dos eixos da Operação Semana Santa, da Codecon, que, paralelamente, fiscaliza os estabelecimentos comerciais, coibindo irregularidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.

A Codecon fez ainda um levantamento dos custos para fazer moquecas com os peixes Vermelho e Corvina, além do tradicional Caruru, pratos que vão à mesa do soteropolitano na Semana Santa.

A Feira de São Joaquim saiu na frente em preço baixo e variedade de produtos. A moqueca de Vermelho mais barata, que serve até quatro porções, pode ser feita por menos de R$ 20. Se o peixe escolhido for a Corvina, bem mais popular, sai por R$ 13,48. Já o caruru, sai a R$ 8,30.



*Bahia.Ba

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