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Lojistas projetam crescimento de 2% nas vendas no Dias das Mães em Salvador

Enquanto a Fecomércio-BA projeta crescimento de 9,1% nas vendas durante o mês do Dia das Mães, a estimativa do Sindilojas fica apenas na casa dos 2%. Na análise de Paulo Motta, representante dos lojistas, o cenário político e econômico nacional está instável, e prejudica as vendas.

“A expectativa da Fecomércio é muito otimista. Nós, do Sindilojas, sempre temos uma projeção mais cuidadosa. O mês de maio é importante, é o mês das mães e das noivas. Mas, no momento, estamos projetando crescimento de 2%, que já é um aumento positivo, levando em conta que está muito instável a situação econômica no País”, disse ao bahia.ba.

Para ele, o consumidor só vai voltar a demonstrar confiança para as compras quando propostas como a reforma da Previdência avançarem no Congresso Nacional.

“A economia melhora quando melhora a política, porque dá mais confiança ao consumidor. Notamos mais cautela no comportamento do consumidor a partir de maio. É só visitar as áreas comerciais e ver que ainda não tem esse movimento todo. A realidade é de insegurança total na área econômica, na área política, nos projetos do governo no Congresso Nacional. Agora mesmo foi anunciado que houve 49 mil fechamentos de postos de trabalho no país”, afirmou Paulo Motta.

Fecomércio
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) anunciou nesta semana que estima um crescimento de 9,1% nas vendas no mês do Dia das Mães deste ano na Bahia, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A expectativa é de crescimento em todos os setores envolvidos de alguma forma com a data comemorativa ̶̶ considerada a segunda mais importante do calendário do varejo nacional. O destaque tende a ser o setor de vestuário, tecidos e calçados com alta de 21,3%.

Na sequência vem o setor de farmácias e perfumarias com projeção de 10% de aumento de vendas, já que perfumes e cosméticos também figuram no alto da lista de intenção de compra.

Já as lojas de departamentos tendem a crescer 8,5%; móveis e decoração com 7,9%; supermercados com 6,7% e eletrodomésticos e eletrônicos com 2,7%. Este último sofre mais pela dependência do crédito, o que neste momento há relativa restrição por parte dos consumidores.

“Pode parecer uma expectativa de vendas muito otimista diante de um cenário cercado de incertezas na política e economia, entretanto a base de comparação ainda é muito fraca, o que quer dizer que mesmo alcançando estes resultados, os setores estarão vendendo num patamar ainda muito inferior ao período pré-crise”, explica o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.



*Bahia.Ba

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