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Após canonização de Irmã Dulce, superintendente diz que hospital segue com dificuldade

A superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), Maria Rita Pontes, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (27), que após a canonização da primeira santa brasileira, o hospital segue com dificuldades financeiras. 

Com a santificação, aumentaram as ofertas da missa e cresceu o número de visitantes e de vendas nas lojas do complexo santuário, no Largo de Roma. No entanto, as doações chegam em um valor menor do que imaginavam. Ela explica que os gastos também aumentaram, para atender à demanda e garantir a infraestrutura do espaço. 

“Em relação ano nosso orçamento, vamos precisar de ajuda do Ministério da Saúde mais uma vez, porque receita SUS e despesa SUS não batem. É um buraco sempre muito grande. Então tenho esperança de que, com a canonização, passado esse período de férias, de alta estação, a gente consiga manter um número de visitantes razoável, para manter essas doações que chegam através do complexo santuário. Mas o hospital continua em dificuldade, porque é SUS”, explica. 

Ela afirma que, enquanto os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não passarem por avaliação, os problemas de hospitais que atendem 100% pela rede pública, a exemplo da Osid, vão continuar tendo dificuldades. 

“Isso é uma coisa que me preocupa, ainda mais com esse problema de saúde pública, o coronavírus. Eu acho que pode tirar alguns esparsos recursos da saúde, do SUS, mas vamos torcer e estamos juntos no mesmo barco”, apela.



*Metro1

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