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Vereadores não projetam prejuízos à Câmara de Salvador com eleição deste ano



A Câmara Municipal volta aos trabalhos às 15h desta segunda-feira (3), quando o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), lê a mensagem do Executivo que autoriza o trabalho dos vereadores. Num ano com eleição para o Legislativo, qual expectativa dos vereadores para os trabalhos?

Líder do bloco de independente, Silvio Humberto (PSB) crê que o grosso das votações deve se concentrar entre os meses de março e abril. “Evidentemente que o ano eleitoral é sempre atípico. Mas geralmente, durante os primeiros meses do primeiro semestre, diria entre março, estourando junho, quando não começa o jogo, isso também não antecipa tanto a campanha, que só pode ter 45 dias. Possivelmente, deve haver a concentração das votações para março a abril, eu acredito. Depois disso daí, todo mundo na rua trabalhando”, opinou, em entrevista ao Bahia Notícias.

Líder do bloco de oposição, Sidninho (Podemos) seguiu na mesma avaliação. “A eleição é apenas a extensão do trabalho. É o momento do reconhecimento, da votação. Então, a eleição não pode atrapalhar os trabalhos legislativos”, disse.

O parlamentar, no entanto, acredita que os vereadores necessitam de conversas mais “agressivas” com a prefeitura. Ele crê que, em 2019, o número de vetos promovidos por Neto foi acima do esperado pelos membros da Casa. “Temos projetos de vereadores, que é um compromisso do presidente Geraldo Jr. (SD) dar votação a esses projetos. Falo que demandará um certo tempo, porque o Executivo vem constantemente vetando esses projetos. Então, vamos buscar um entendimento maior, talvez um diálogo mais agressivo e de compromisso com Executivo para que os projetos sejam sancionados”, afirmou.

Já a liderança do governo na CMS, Paulo Magalhães Jr. (PV), citou a reforma da Previdência, que deve mobilizar a Câmara neste início de ano. “Temos projetos importantes como o da Previdência, projetos polêmicos que precisam ser discutidos, mas tenho certeza que, como sempre, a maturidade da casa vai prevalecer”, pontuou.

Também para ele, o ano de eleição não deve prejudicar as votações. “A Câmara vai manter o ritmo, mesmo no ano eleitoral. Vamos conciliar os trabalhos nas comunidades, nas ruas, com o trabalho no plenário e do Legislativo municipal”, concluiu.



*Bahia Notícias

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