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Auxílios e hospitais de campanha podem ser paralisados em Salvador


As despesas com a pandemia estão causando um estrago nas contas de Salvador. Nesta quarta-feira (12), o prefeito Bruno Reis vai à Brasília discutir a situação financeira da cidade. Segundo o gestor, sem recursos federais o município não terá condições de manter o pagamento de benefícios e até o funcionamento de hospitais de campanha está ameaçado de não continuar depois de junho.

“Salvador não consegue manter cinco hospitais de campanha, todos os auxílios da área social e equipe de vacinação com a estrutura que temos mais do que junho. Não temos recursos para isso. A situação está delicadíssima. No ano passado, a cidade recebeu R$ 553 milhões de recursos a mais. Este ano, foram apenas R$ 16 milhões. Estamos segundo as contas, mas não temos estrutura para isso”, disse Bruno. 

As despesas excederam R$ 400 milhões em relação ao orçamento para a pasta por conta da pandemia. O gestor afirma que no ano passado a prefeitura investiu 23% do orçamento na saúde. “A constituição diz que temos que aplicar 15%. Fizemos mais, mas precisamos de recursos”, disse. 

Dentre as medidas, o prefeito vai tentar habilitar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Roma, o Hospital Municipal, e leitos dos hospitais de campanha e das tendas de suporte ventilatório. Sem a habilitação do Ministério da Saúde, o município paga sozinho as contas dessas unidades.




*Correio da Bahia

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