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Veja os riscos e vantagens do pagamento via Whatsapp


O WhatsApp lançou uma nova funcionalidade que permite a execução de transações bancárias (veja mais aqui), que pode facilitar muito as negociações de empresários, considerando que eles não precisarão mais pagar uma taxa para o “intermediário” já que não será necessário fazer uso da maquininha. Porém, na mesma medida que a nova modalidade de pagamentos é atrativa, também pode ser arriscada.

O WhatsApp, assim como a maior parte do mercado de APPS, tem seu negócio pautado na publicidade, o que implica no recolhimento e divulgação de dados dos usuários – que autorizam tal ação quando aceitam os termos de serviços após a instalação do aplicativo.

Apesar disso, a nova funcionalidade trata de pagamentos feitos por meio de transações bancárias, ou seja, o WhatsApp passará a ter acesso aos dados bancários dos usuários que optarem por fazer uso da nova modalidade. A empresa poderá colher informações, como para quem o usuário realizará as transferências, com que frequência, valores das transações, e outras implicações envolvidas nas movimentações do capital.

“O Facebook já sofreu uma série de medidas judiciais por conta do vazamento de dados, por isso existe um risco muito grande de hackers invadirem aplicativos de mensagens e acharem uma informação bancária. O problema é muito sério”, declara a advogada especialista em compliance e gestão de riscos, Anna Dantas, ao Metrópoles.

Há um projeto que tramita no Senado que pode auxiliar na proteção de dados, o PL n°4554/2020, que introduz o crime de fraude eletrônica ao Código Penal. A pena é de reclusão de 4 a 8 anos, e o autor ainda pode ser multado.

“O crime de estelionato, por exemplo, tem a pena de um a cinco anos, ou seja, é menor do que o que o projeto de lei pretende incluir como crime no Código Penal”, afirma a advogada.

Vantagens

O serviço funciona por intermédio do WhatsAppPay. E os usuários poderão fazer transferências usando cartões pré-pagos, de débito.

O pagamento por WhatsApp dispensa o uso da maquininha, então não é necessário pagar uma taxa, o que é o torna um facilitador para os micro e médio empreendedores. Foi estabelecido que a transferência de uma pessoa física para outra terá o limite de R$ 1 mil e poderão fazer até 20 operações num intervalo de 24 horas, e um limite mensal de R$ 5 mil.

Já o pagamento para empresas não possui limites. Os estabelecimentos devem estar no país e as operações devem ser feitas com moeda nacional.

Hugo Cândido, consultor de tecnologia e especialista em e-commerce, afirma que a nova modalidade de pagamento pode até amenizar os efeitos da crise econômica. “A novidade é muito popular, porque facilita que as empresas não precisem de um terceiro para efetuar negócios. Estamos muito otimistas com a ferramenta. Ela sem dúvidas irá ajudar até mesmo no impacto econômico gerado pela pandemia (da Covid-19)”, declarou.

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