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PF cumpriu mandados na secretaria de Saúde de Candeias e Superintendência de Gestão em Operação Estertor


Durante ações da Operação Estertor, realizada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (11), foram cumpridos mandados de busca na Secretaria Municipal de Saúde de Candeias e na Superintendência de Gestão da cidade.

A informação foi transmitida pela delegada Juliana Dourado durante entrevista coletiva realizada remotamente no final desta manhã.

A PF, em ação conjunta com a Controladoria Geral da União (CGU), cumpriu, ao todo, oito mandados de busca e apreensão na Bahia - em Candeias, São Sebastião do Passé e Lauro de Freitas - e em São Paulo - capital do Estado e Espírito Santo do Pinhal.

Os órgãos investigam supostas fraudes durante dispensa de licitação realizado pelo município para a aquisição de oito ventiladores mecânicos com verbas públicas federais destinadas ao combate a Covid-19.

A ex-secretária de Saúde do município, e primeira-dama da cidade, Soraia Cabral, foi um dos alvos da ação. Segundo Dourado, não foram expedidos mandados de prisão.

A delegada comunicou que a ação recolheu material relativo a dispensa de licitação para aquisição de respiradores e máscaras hospitalares; computadores; material em mídia; documentos relacionados a movimentações bancárias; e aproximadamente R$ 100 mil.

Uma arma também foi apreendida na ocasião. Os investigados no âmbito da Operação ainda estão sendo ouvidos e também não houve bloqueio de valores bancários.

Questionada a respeito dos demais atos cumpridos no Estado, para além de Candeias, Dourado afirmou que as diligências ocorreram no imóvel de pessoas investigadas.

A sede da empresa contratada pelo município de Candeias, em Lauro de Freitas, também foi visitada pelas equipes. Ela destacou que a organização alvo do escrutínio, apesar de não ser nova, nunca trabalhou com fornecimento de insumos médicos e hospitalares.

A delegada também garantiu que ainda haverão novos desdobramentos da operação e que medidas cautelares estão em curso para concluir o processo de apuração sobre os supostos crimes.Os investigadores trabalham com a hipótese de existência de um conluio entre a organização e a gestão municipal.

Já o representante da CGU na coletiva, Ronaldo Machado contou que o trabalho do órgão nas investigações teve início a partir de uma denúncia. Ele salientou que o acordo entre a empresa e o município de Candeias foi firmado em abril do ano passado, logo após o surgimento do primeiro caso de Covid-19 na cidade.

Machado acrescentou que a Controladoria tem acompanhado mais de 50 municípios baianos sobre a utilização de recursos para enfrentamento da pandemia. "Evidente que há casos suspeitos sendo acompanhados", respondeu ao ser indagado sobre a possibilidade de investigações no mesmo sentido ocorrerem em outras cidades.

Da mesma forma, Dourado disse que a PF tem também trabalhado neste sentido. "Há algumas apurações em curso, mas números e atos de investigação não poderiam ser divulgados neste momento", concluiu.




*BNews

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