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Vacinação estará suspensa em Salvador nestas quarta e quinta



Salvador suspendeu mais uma vez a aplicação de primeira e segunda dose contra a covid-19 por falta de vacinas. Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS), informou, ontem, que a aplicação das injeções estará suspensa na cidade hoje e amanhã. Em outras seis capitais a vacinação também foi interrompida pelo mesmo motivo: Florianópolis, Aracaju, Campo Grande, João Pessoa, São Paulo e Porto Alegre.

Na Bahia, além da capital, Lauro de Freitas, na Região Metropolitana (RMS), também está com a imunização suspensa à espera de novas doses. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ainda não tem informações de que o problema ocorreu em outras cidades baianas.

A expectativa da prefeitura de Salvador é retornar a vacinação na sexta-feira (25), mas isso vai depender da chegada de novas remessas de vacina, que são enviadas pelo Governo Federal através do Ministério da Saúde. As secretarias estaduais recebem as cargas federais e dividem entre os municípios de seu território.

Em Salvador, segundo a SMS, já foram completados os ciclos vacinais de todos aqueles que precisavam completar o esquema com a data marcada até 30 de junho. Ontem, foram vacinadas 15.326 pessoas, contando primeiras e segundas doses. Com isso, de acordo com o vacinômetro da cidade, já foram mais de 1,4 milhão de doses aplicados no município. Destas, 412.168 pessoas já tomaram as duas doses.

"Por falta de doses da vacina contra a covid-19 estamos suspendendo a vacinação. Se Deus quiser retornaremos na sexta-feira, dia 25", escreveu o secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, nas redes sociais.


Viradão

À reportagem, Prates afirmou que Salvador é a capital mais eficiente no recebimento e aplicação de doses e comemorou que concluiu o Viradão da Vacina, que durou 33 horas.
"Como tínhamos feito a vacinação das pessoas com segunda dose marcada até 30 de junho, a decisão foi suspender totalmente para os próximos dois dias. A gente retornará a vacinação na sexta, mas ainda não sabemos se com primeira dose ou segunda dose", afirmou o secretário.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou também nas redes sociais que a cidade conseguiu vacinar 50% do seu público-alvo. "Isso mostra, mais uma vez, dedicação, trabalho e amor da equipe de vacinação. Esses profissionais estão dia e noite com sorriso no rosto imunizando milhares de pessoas", escreveu o prefeito.


RMS

Em Lauro de Freitas, de acordo com a prefeitura local, foram 1.420 pessoas vacinadas com a segunda dose na última segunda (21) e um novo aprazamento só será possível na próxima semana.

Lauro também aguarda o envio de novos lotes para continuar a vacinação e, até que isso aconteça, os trabalhos estão suspensos na cidade. De acordo com a Sesab, 76,5 mil doses foram aplicadas em Lauro de Freitas, somando o total de primeiras e segundas dose.

A Sesab afirmou ainda que o Ministério da Saúde não informou a data de chegada de novas remessas e por isso não há previsão de quando haverá um retorno da vacinação. A Bahia tem 4.515.288 imunizados com a primeira dose da vacina contra a covid-19, segundo dados da Sesab. De acordo com o órgão, até o momento foram distribuídas 4.874.104 primeiras doses para os municípios. Com os números atuais, o percentual de aplicação em relação às primeiras doses disponibilizadas é de 92.6%.

Ainda segundo a Sesab, 1.726.913 pessoas já receberam a segunda dose. Foram distribuídas 2.059.628 segundas doses, com isso, o percentual de aplicação em relação às segundas doses disponibilizadas é de 83.8%.


No Brasil

Até a noite de ontem, das sete capitais com vacinação suspensa, Salvador e São Paulo eram as únicas em que nem a primeira ou a segunda dose estavam sendo aplicadas. Florianópolis, Aracaju, Campo Grande, João Pessoa e Porto Alegre mantinham a aplicação das segundas doses, mas suspenderam a primeira por falta de ampolas.

Segundo o Jornal Nacional (JN) de ontem, os governos de Aracaju e Florianópolis disseram não ter previsão de recebimento de estoque para aplicação de primeiras doses. Já o governo paulista atribuiu a escassez ao atraso nas entregas do Ministério da Saúde.

O MS afirmou que as restrições ou suspensões da imunização se devem à alta adesão da população, à dificuldade de reabastecimento das doses adquiridas pela pasta e distribuídas para as secretarias estaduais ou à criação de um calendário exclusivo para aplicação das doses de reforço. O MS disse ainda que envia doses com base na população-alvo da campanha e recomendou que os gestores locais sigam à risca o plano nacional.




*Correio da Bahia

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