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Zara criou código interno para alertar presença de negros, diz Polícia


A Zara, do Shopping Iguatemi em Fortaleza, criou um código interno para os funcionários se informar sobre a presença de pessoas negras ou com roupas simples na loja. A conclusão é da Polícia Civil do Ceará.

O estopim foi o caso vivido pela delegada Ana Paula Barroso, que foi impedida de acessar o estabelecimento e registrou boletim de ocorrência acusando a loja de racismo. Ela afirmou que foi expulsa do local pelo gerente da loja, um homem português de 32 anos, que foi indiciado por racismo.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas que trabalharam no local afirmam que eram orientadas a identificar pessoas com estereótipos 'fora do padrão da loja' com o código "Zara Zerou".

"A partir dali, ela era tratada como uma pessoa nociva, que deveria ser acompanhada de perto. Isso geralmente ocorria com pessoas com roupas mais simplórias e ‘pessoas de cor'”, afirma o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Sérgio Pereira.

A loja afirma que a entrada da delegada na unidade foi proibida por ela não usar máscara. A delegada, no entanto, afirma que sofreu racismo. O caso aconteceu no dia 14 de setembro, no Ceará.

"Eu vou ser sempre abordada porque eu gosto de andar simples no shopping? Às vezes de havaianas, um pouco despenteada, é o meu jeito despojado de andar. Eu não preciso andar com uma placa de que sou autoridade policial para ser respeitada", questiona a delegada.

Em nota enviada, a Zara afirmou que não teve acesso ao relatório, que vai colaborar com as investigações e que "não tolera qualquer tipo de discriminação". A empresa disse que conta com mais de 1800 pessoas de diversas raças e etnias, identidades de gênero, orientação sexual, religião e cultura, mas não respondeu se o gerente indiciado segue no cargo.




*Varela Net

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