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"A gente quer a conclusão", diz Rui sobre compra de respiradores


O governador da Bahia, Rui Costa, (PT) comentou a operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, 26, e que apura a compra de 300 ventiladores pulmonares pelo Consórcio Nordeste em 2020, no pico inicial da pandemia de Covid-19 no Brasil. Além dos supostos desvios e superfaturamente da compra, após ter feito o pagamento milionário antecipado, o consórcio não recebeu os equipamentos.

“São quase dois anos e a gente acompanha investigação após investigação, o que a gente quer é a conclusão disso e quem é culpado vá pro xilindró, responda pelo pelo mal feito e que o povo possa ter o dinheiro de volta”, disse o governador, durante visita às obras de um novo colégio em Salvador na manhã desta terça.

O governo do estado acusa três empresas contratadas de não cumprirem os acordos celebrados durante a pandemia da Covid-19. Em junho de 2020, duas das empresas acusadas de inadimplemento, a Pulsar e a Ocean 26 Inc , devolveram parte dos recursos investidos na aquisição dos respiradores, em uma decisão que envolveu a justiça dos Estados Unidos, país sede das empresas.

“A outra ação que ocorreu nos Estados Unidos, essa está resolvida, o estado já recebeu o dinheiro de volta. Então, eu gostaria de ver a mesma celeridade aqui no Brasil. A ação dos Estados Unidos já foi concluída e o dinheiro já foi devolvido. E aqui a gente ainda aguarda a conclusão, só posso desejar que seja mais rápido, mais célere e os responsáveis sejam punidos.”, afirmou o governador .

Rui Costa também disse estar ansioso para que a investigação chegue ao fim, com a prisão dos culpados. Como era presidente do Consórcio Nordeste quando a compra foi celebrada, o governador também está entre os investigados pela Polícia Federal, mas não foi alvo da operação desta terça.

"Eu só tenho a lamentar a demora. Eu estou muito ansioso pra que isso seja concluído e os responsáveis sejam punidos. É o que eu desejo”, declarou Rui Costa.

A dona da Hempcare, Cristiana Prestes, que chegou a ser presa, mas logo foi solta, disse em seu depoimento que o ex-secretário da Casa Civil do governo do estado, Bruno Dauster, foi o principal articulador da compra e teria sugerido um aditivo no contrato para aumentar o valor dos respiradores comprados.

Bruno Dauster admitiu que cometeu erros no processo de contratação dos respiradores que nunca chegaram ao estado. O acordo foi firmado com a empresa Hempcare, intermediária com a Biogeoenergy, empreendimento que confeccionaria os aparelhos. Após a compra, ele foi exonerado do governo do estado e segue como um dos principais alvos das investigações.




*A Tarde

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