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"Eu não me senti traído e nem fritado não", declara Marcelo Gavião

Ex-superintendente do Sine Bahia, Marcelo Gavião, foi o entrevistado desta quarta-feira (3), na Rádio Simões Filho FM 87.9 através do Programa Panorama de Notícias.

Pré-candidato a deputado estadual pelo PC do B, Marcelo não teve o seu registro de candidatura homologada pelo partido, impedindo-lhe de concorrer ao pleito de 2 de outubro.


Inicialmente Marcelo falou sobre a decisão do partido.

"Eu construir uma pré-campanha muito sólida, pautada na defesa de interesses da população, na defesa da geração de emprego, tivemos ainda o processo da qualificação e essa pré-campanha ganhou uma proporção que talvez algumas pessoas não imaginavam que fosse capaz de tomar. No inicio as pessoas achavam que seriamos mais um candidato que ia ter pouco voto, pouco apoio, só que minha candidatura ela foi crescendo de tal tamanho que acabou gerando uma reação de pessoas que já são detentoras de mandatos. Na política é assim mesmo, eu comecei na política com 15 anos, eu me preparei, eu argumentei até o final no sentido de tentar fazer a defesa na manutenção da minha candidatura, mas a decisão do partido foi que não deve manter a candidatura. Não há mais o que fazer numa altura dessa, isso só poderia ser revertido se a direção do PC do B mudasse o seu entendimento, a mim cabe o seguinte, falar claramente para as pessoas o que aconteceu e me posicionar no sentido de dizer para todo mundo que não muda em nada, absolutamente nada na minha vida, na minha agenda, as coisas que eu venho fazendo. Eu acredito muito no que eu estava fazendo, acredito muito na necessidade da gente poder renovar a política, fortalecer, reforçar os compromissos em torno das pessoas, eu acredito muito nisso e vou me manter nessa linha. Eu acho que o Brasil precisa eleger Lula presidente, que a Bahia possa eleger Jerônimo governador, para tentar fortalecer o que está dando certo, vou continuar nessa trajetória, nessa mobilização, e não muda nada, ser deputado estadual era um dos instrumentos que eu enxergava que daria amplitude a minha voz, me daria mais possibilidade de poder transformar os meus projetos em prol da população, e poder ajudar mais e os trabalhadores. Estou muito tranquilo assim, muito triste porque obviamente eu queria disputar essa eleição, me preparei para isso, mas o carinho, o feedback, a forma em que as pessoas tem buscado falar comigo, deixa a certeza de que eu estou no caminho certo e não posso mudar a rota não, eu tenho que tentar de novo e tentar quantas vezes for necessárias", desabafou.


Marcelo afirmou que não se sente traído ou fritado dentro do PC do B.

"Eu não me senti traído e nem fritado não, isso que aconteceu comigo são coisas da política, ao longo desses anos de militância eu já conseguir fazer com que minhas ideias e minhas teses fossem vitoriosas inúmeras vezes, e quando isso aconteceu eu não considerava a pessoa que tinha a opinião diferente da minha uma pessoa fritada, traída, não era isso. A minha tese não prevaleceu diante da direção do PC do B, e eu continuo assim achando que o melhor para mim e para o PC do B era que eu fosse candidato, mas a direção não entendeu isso", declarou.


Por fim, Marcelo confirmou a sua permanência dentro do Partido. 

"Eu continuo no PC do B, eu nunca cogitei a possibilidade de sair do PC do B, eu entrei no partido aos 15 anos. Nunca passou pela minha cabeça sair do PC do B, assim também como eu nunca falei que eu iria passar a vida inteira no PC do B. A minha decisão de sair do PC do B tem relação com o ideal, e não com a disputa de uma eleição, se o PC do B em algum momento deixar de ser a referência desse ideal que eu acredito, ai sim existe a possibilidade de eu buscar outras alternativas, mas não é por conta de uma frustração de um debate eleitoral que eu buscaria uma outra alternativa partidária", concluiu. 





Por Ataíde Barbosa

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