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PIX ultrapassa cartões em número de transações e gera alerta para riscos


O Pix, modelo de pagamento instantâneo que completou pouco mais de um ano desde seu lançamento, já foi utilizado por 50,6 milhões de pessoas e superou o número de transações do cartão de crédito e débito, assumindo a liderança entre as formas de pagamento utilizadas pela primeira vez, segundo dados do Banco Central.

As transações por meio do PIX somaram 3,89 bilhões nos últimos três meses do último ano, uma alta de 34% sobre o trimestre anterior. Já em relação aos cartões foram 3,85 bilhões no débito (alta de 9%) e 3,73 bilhões no crédito (12%). De acordo com o BC, o valor médio das transações por Pix ficou em R$ 495 no quarto trimestre. Enquanto isso, foi de R$ 126 no crédito, de R$ 67 no débito e de R$ 21 no pré-pago. Ainda, as modalidades que mais perderam espaço com a chegada do PIX em novembro de 2020 foram o TED e o DOC, com uma queda de quase 50% em um ano.

A maior parte das transações ainda é formada por transferências entre pessoas físicas, mas também vem crescendo no universo que inclui as empresas. Em fevereiro deste ano, 72% das transações instantâneas foram de pessoa para pessoa, enquanto 18% foram de pessoas para empresas. Um ano antes, esses percentuais eram de 79% e 9%, respectivamente

Para Marco Zanini, CEO da Dinamo Networks, o crescimento do PIX se deve a praticidade e rapidez proposta pela modalidade. Entretanto, o especialista alerta que essas características são também os motivos do aumento de golpes financeiros e falhas operacionais. Só entre setembro de 2021 e fevereiro deste ano foram registrados três vazamentos de chaves do PIX, envolvendo milhões de dados cadastrais.

Ele afirma ainda que os vazamentos ocorrem geralmente por erros das instituições que operam a plataforma, que devem aumentar em número junto com o avanço do PIX. “Quanto maior for a quantidade de autorizadores de pagamento que querem levar opções e facilidade para os consumidores, mais podemos ter brechas para problemas que não envolvem o sistema do Banco Central, mas a operação em si, que acaba mostrando informações a mais no ato da transferência”, explica Zanini.

Os dados vazados não possibilitam fraudes diretas, como no caso de senhas, mas podem ser utilizadas para golpes posteriores. “É preciso redobrar a atenção a mensagens, ligações e links suspeitos de remetentes que se passam, muitas vezes, por instituições financeiras”, finaliza. Com isso, o PIX deve manter sua posição acima dos cartões nos próximos meses, principalmente com as novas funções que vem surgindo como o parcelamento, e ser uma opção cada vez mais famosa entre os brasileiros.




*Tribuna da Bahia

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