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Corregedoria decide afastar juiz flagrado dirigindo Porsche de Eike Batista


O juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro, deve ser afastado imediatamente das ações criminais em curso contra o empresário Eike Batista. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26) pela corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi. Souza foi flagrado na última terça-feira (24) dirigindo um Porsche Cayenne que havia sido apreendido na casa de Eike. Também foram encontrados na casa do juiz uma Range Rover. Já o piano de cauda que também foi apreendido da casa do empresário está na casa de um vizinho de Flávio Roberto de Souza. O despacho da corregedora nacional de Justiça foi publicado no fim da tarde.

Ao ser flagrado dirigindo o carro de Eike Batista na terça-feira, o juiz se justificou afirmando que levou Porsche Cayenne para a garagem do seu prédio, na Barra da Tijuca, zona Oeste da cidade, por falta de vagas no pátio da Justiça Federal e por causa da lotação do depósito da Polícia Federal. Segundo o magistrado, o objetivo era evitar que o carro fosse danificado ao ficar exposto aos efeitos do sol e da chuva. Apesar de ter chegado para dar expediente dirigindo o Porsche branco, por volta das 10h30, o magistrado negou ter utilizado o veículo em proveito próprio.

"O carro estava em depósito na garagem fechada desde o dia em que foi apreendido até hoje. Ele nunca foi usado e só veio hoje para o pátio da Justiça porque entrará no próximo leilão e ficará exposto para os interessados", afirmou Souza. O Porsche Cayenne havia sido apreendido juntamente com pelo menos outros seis carros de Eike Batista, depois que o juiz determinou o bloqueio de R$ 3 bilhões em bens do empresário. Também foram apreendidos uma Lamborghini, um Smart Fortwo e três picapes Toyota Hilux que iriam a leilão nesta quinta. Depois do episódio envolvendo o juiz, o certame foi suspenso.

Os advogados do empresário pretendem entrar com um processo por danos morais contra o juiz, alegando que Souza extrapolou o exercício de sua profissão ao dirigir o carro de Eike. "Um novo juiz, isento, deveria analisar tudo de novo, inclusive o bloqueio de bens. O Código de Processo Penal diz que os atos do juiz suspeito são nulos.", disse o advogado Marcelo Fontes, sócio do escritório que defende o empresário.





Diario de Pernambuco

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