Nossas mulheres: Desafios, conquistas e inspirações!
Meus prezados amigos, amigas esta
publicação estarei apresentando um material reflexivo em homenagem as mulheres
brasileiras e também propor que não nos atentamos somente para a data
referencia mundialmente em defesa das mulheres, ora defesa como defesa ao
olharmos na linha do tempo no decorrer dos séculos enxergamos a trajetória das mulheres, muitas mulheres que
discorrer sobre todas seria uma difícil demanda, então iremos entender um pouco
de como ocorre afirmação desta data de referencia as mulheres e também refletir
sobre as nossas mulheres brasileiras no pouco mais de cinco séculos de
afirmação do povo brasileiro.
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma
fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram
uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores
condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez
horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de
salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário
de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro
do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total
violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.
Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma
conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o
"Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram
na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data
foi oficializada pela ONU(Organização
das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Discutir o papel da mulher na sociedade atual. O
esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito
e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em
muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.
Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Mulheres brasileiras em 500 anos de História
Irmã Dulce (1914-1992)
Maria Rita Lopes Pontes nasceu em Salvador no ano
de 1914. Aos 13 anos, tentou entrar para o Convento do Desterro, mas foi
recusada por ser jovem demais.
Em 1932,
entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em
Sergipe. Após seis anos de noviciado, recebeu o hábito de freira e adotou o
nome de Dulce, em homenagem a mãe.
De forma
obstinada e com uma fé inabalável, Irmã Dulce saía pelas ruas do centro de
Salvador em busca de doações. Começou seu trabalho num barracão, para onde
levava doentes e desabrigados. Ali trabalhou com idosos, doentes, pobres,
crianças e jovens carentes. Chegou a receber a visita do Papa João Paulo II
quando ele esteve no Brasil em 1980.
Em 1959,
Irmã Dulce conseguiu um terreno para construir o Albergue Santo Antônio. Em
1970, foi fundado o Hospital Santo Antônio, ao lado do albergue, obra que hoje
possui mais de 1.000 leitos e atende a 4.000 pessoas por dia. Irmã Dulce também
abriu um orfanato para 300 menores e passou muitos anos saindo diariamente para
pedir donativos de porta em porta.
Com
problemas respiratórios, Irmã Dulce foi internada no dia 11 de novembro de
1990, passando por vários hospitais. Faleceu no dia 13 de março de 1992, em sua
casa, no Convento Santo Antônio.
Era
chamada de Irmã Dulce dos Pobres, Peregrina da Caridade ou Mãe Dulce pelos
milhares de necessitados que atendia, mas a verdade é que todos gostariam de
chamá-la de Santa Dulce da Bahia, como fazia o escritor Jorge Amado.
Nascida em 13 de dezembro de 1814 na então Vila da
Cachoeira do Paraguassu, Bahia, Ana Justina Ferreira Néri entrou para a
história com precursora da Enfermagem no Brasil e uma das heroínas da Guerra do
Paraguai.
Ana Néri ficou por quase cinco anos servindo como
enfermeira voluntária ao lado do Exército brasileiro. Pretendia amenizar o
sofrimento dos que lutavam pela defesa da pátria, entre eles seus três filhos:
Isidoro Antônio, Antônio Pedro e Justiniano. Trabalhou no hospital de
Corrientes, onde cuidou de mais de 6 mil soldados internados, em Salto,
Humaitá, Curupaiti e Assunção. Na capital paraguaia montou uma enfermaria-modelo
com os recursos financeiros pessoais que herdou da família.
Em sua
homenagem, Carlos Chagas batizou com seu nome a primeira escola oficial
brasileira de enfermagem de alto padrão, em 1926. Vitor Meireles pintou seu
retrato em tamanho natural, que foi exposto na sede da Cruz Vermelha
Brasileira.
Ana Néri
faleceu em 20 de maio de 1880, aos 66 anos. Está sepultada no cemitério de São
Francisco Xavier, no Rio de Janeiro.
Maria Quitéria
(1792-1853)
Baiana,
Maria Quitéria de Jesus é considerada a heroína da independência. Nasceu no dia
27 de julho de 1792, no sítio Licurizeiro em São José das Itapororocas.
Em 1822,
quando iniciaram as lutas no Recôncavo Baiano pela independência, ela fugiu de
casa vestida com o uniforme militar do cunhado, José Cordeiro de Medeiros, de
quem adotou o nome e patente ficando conhecida como "soldado
Medeiros". Poucas semanas depois foi descoberta e transferida para o
Batalhão dos Periquitos.
Destacou-se
desde o começo por sua bravura e destreza no manejo das armas. Seu batismo de
fogo aconteceu no combate da Pituba, em fevereiro de 1823, no confronto de
Itapuã. Foi citada na ordem por ter atacado uma trincheira inimiga e feito
muitos prisioneiros.
Com o fim
da luta, Maria Quitéria foi condecorada pelo imperador com a insígnia dos
Cavaleiros da Imperial Ordem do Cruzeiro que concedeu-lhe também o direito a um
solo de alferes de linha.
Faleceu
aos 61 anos, no dia 21 de agosto de 1853, em Salvador. Em 28 de junho de 1996,
um decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu Maria Quitéria
como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, uma das
poucas divisões do Exército que aceitam integrantes do sexo feminino.
Ana Paes d´Altro
Nascida provavelmente na Bahia em 1605, Ana Paes
d´Altro, também conhecida como Ana de Holanda, foi uma figura emblemática e
controversa do domínio holandês em Pernambuco.
Casou-se com
o senhor de engenho Pêro Garcia em 8 de maio de 1624. Ficou viúva e se casou
com Carlos de Tourlon, comandante da guarda do príncipe Maurício de Nassau.
Neste momento, crescia entre os luso-brasileiros residentes em Pernambuco o
descontentamento com o governo holandês.
O engenho
de Ana Paes foi palco de um dos combates mais violentos da guerra contra os
holandeses, ocorrido em 17 de agosto de 1645, que resultou na vitória das
forças luso-brasileiras à custa de muitas perdas de ambas as partes. Por conta
do episódio, o engenho de Ana Paes acabou conhecido como a Casa Forte, que deu
nome à batalha e ao bairro do Recife.
Nos anos
de 1970 o compositor Chico Buarque de Holanda escreveu, em parceria com Rui
Guerra, o musical Calabar, onde o personagem de Ana de Holanda é o pivô dos
atritos entre os protagonista
Madalena Caramuru
Filha da índia Moema e do português Diogo Álvares Corrêa, Madalena
Caramuru foi a primeira mulher brasileira, a saber, ler e escrever, segundo
atestam alguns historiadores, como Gastão Penalva e Francisco Varnhagen.
Em 1534, Madalena casou-se com Afonso Rodrigues, natural
de Óbidos, Portugal, que segundo Gastão Penalva, foi o responsável pelo
ingresso de Madalena no mundo das letras. Madalena escreveu uma missiva de
próprio punho ao Padre Manoel da Nóbrega, no dia 26 de março de 1561, pedindo
que as crianças escravas fossem tratadas com dignidade. Oferecida a quantia de
30 peças para o resgate das crianças.
Em homenagem a Madalena, os Correios lançaram um
selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil, em 14 de
novembro de 2001.
Entender um produto politico apresentado pela ONU
ao mundo globalizado como o reconhecimento do Dia Internacional da Mulher a
partir de 1975, após o referendo na Dinamarca em 1910, após grande tragédia
americana de 1857 com as mortes carbonizadas de 130 tecelãs,
Ao longo dos tempos mulheres sempre foram vitimadas
de exploração violências, desrespeitos e até mesmo vitimadas contra suas vidas,
então no Brasil de tantas injustiças e censuras contra as mulheres, busco
apresentar e referenciar a sua coragem, lutas e conquistas seus legados
gigantesco aos longos dos séculos como foi apresentadas.
Cabe agora e sempre realizarmos nossas reflexões
sobre as mulheres brasileiras quais enfrentaram e ainda enfrentam desafios sem
deixar de expandir suas conquistas mantendo o fio condutor de inspirações para
acreditarmos mais em nossa capacidade de manter nossa liberdade, desbravada por
lutas de um povo vibrante.
Fonte:
http://mulher.terra.com.br/noticias/0,,OI908138-EI1377,00-Mulheres+do+Brasil.html 13h39minhs do dia 08/03/2015
José Ribeiro da Costa, Dirigente Sindical dos Comerciários/ Licenciado
em História. Faz Analise politica de Simões Filho Bahia. Publicações as
segundas, quartas e sexta feira no site http://www.panoramadenoticias.com.br/.




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