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Rodoviários reduzem itinerário após incêndio de ônibus no Vale das Pedrinhas

O dia amanheceu tenso no bairro Vale das Pedrinhas, em Salvador. Na noite desta sexta-feira (13), um ônibus foi incendiado em protesto pelo desaparecimento e morte de uma jovem da região. Por conta da situação, os ônibus que fazem linha até bairro não estão completando a viagem e concluem o itinerário na avenida Juracy Magalhães, conhecida como Rua do Canal, no Rio Vermelho.

Segundo os rodoviários, mesmo com a presença de viaturas fazendo rondas pelo bairro, ainda não há previsão de quando a circulação de ônibus voltará ao normal. “Nós mandamos parar de circular porque não tem segurança”, afirmou ontem à noite o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota.

Protesto e sequestro
O ônibus foi incendiado às 19h na Avenida Vale das Pedrinhas. De acordo com moradores, homens encapuzados pararam o ônibus da empresa Integra na via principal do bairro e obrigaram os passageiros a descer. Depois atiraram pedras contra o coletivo e atearam fogo ao veículo. As chamas atingiram paredes de algumas casas e toldos de estabelecimentos comerciais próximos.

Temendo um incêndio nos imóveis, moradores jogaram água e conseguiram controlar o fogo antes da chegada do Corpo dos Bombeiros, que fizeram o rescaldo do veículo. Há dois dias o Vale das Pedrinhas é palco de manifestações depois do sequestro da moradora Diana Lemos dos Santos, 24 anos.

Na quinta-feira (12), moradores do bairro bloquearam as avenidas Juracy Magalhães Junior e do Vale das Pedrinhas ateando fogo a pedaços de madeira, papelão e lixo. Nesta sexta-feira (13), o corpo de Diana foi encontrado próximo a um lixão na região do CIA, o que motivou o protesto.

Segundo a Polícia Civil, o corpo da jovem, que estava grávida, apresentava sinais de tortura. Ainda de acordo com a polícia, Diana era mulher do traficante David, conhecido como Galo, que também está desaparecido. Moradores dizem que Diana foi sequestrada na noite de quarta-feira por homens armados que se identificaram como policiais. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios.



Com informações de Monique Lôbo.

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