Ambulantes temem ser expulsos da orla de Piatã
Em meio ao movimento da praia de Itapuã, situações de contraste chamam
atenção. Numa delas, ambulantes tentam aproveitar o dia de sol para
vender suas mercadorias, enquanto, a poucos metros, quiosques
construídos para serem ocupados por restaurantes e lanchonetes estão
ociosos.
A expectativa dos trabalhadores informais é pelo dia em que as estruturas passarão a funcionar, o que, na prática, significará a remoção deles da faixa de asfalto que toma o bairro desde a requalificação feita pela prefeitura de Salvador.
Quando esse dia chegar, a vendedora de bebidas Maria Vanessa da Silva, 35, não sabe o que fará. Ela trabalha no local há 14 verões e, com a atividade, paga o aluguel da casa onde vive com três filhos. "Perto desses empresários que vão ficar aí no quiosque, somos peixes pequenos", diz ela, prometendo resistir contra a investida dos órgãos reguladores.
A situação da também ambulante Raquel Santos é parecida. De uma linhagem de trabalhadores informais, vende pipoca e água com o pai idoso, em frente a um dos quiosques sem uso.
Além de reclamar da remoção que se avizinha, ela critica a ação da guarda municipal, que, de acordo com ambulantes e banhistas ouvidos por A TARDE, agem com truculência na apreensão de mercadorias de vendedores que não têm licença. "É um absurdo", brada.
"Outro dia isso aqui virou uma praça de guerra", complementa a auxiliar de classe Sônia Santana, 61, que frequenta a praia do bairro no final de semana. A banhista teme que a remoção dos trabalhadores signifique mais desemprego. "A situação do país está difícil", assinala.
A TARDE não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo parar apurar quando os quiosques começarão a funcionar na orla de Itapuã.
Adequação
Já a secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, afirmou que trabalhadores licenciados não serão removidos do local. Ela afirma que apenas a venda sem autorização é proibida, assim como a utilização de caixas de isopor, material considerado inadequado na legislação que trata do tema.
Um decreto municipal, que será publicado em até 90 dias, segundo Rosemma, vai fixar materiais permitidos para o comércio informal. "O isopor estará fora".
Portal A Tarde
A expectativa dos trabalhadores informais é pelo dia em que as estruturas passarão a funcionar, o que, na prática, significará a remoção deles da faixa de asfalto que toma o bairro desde a requalificação feita pela prefeitura de Salvador.
Quando esse dia chegar, a vendedora de bebidas Maria Vanessa da Silva, 35, não sabe o que fará. Ela trabalha no local há 14 verões e, com a atividade, paga o aluguel da casa onde vive com três filhos. "Perto desses empresários que vão ficar aí no quiosque, somos peixes pequenos", diz ela, prometendo resistir contra a investida dos órgãos reguladores.
A situação da também ambulante Raquel Santos é parecida. De uma linhagem de trabalhadores informais, vende pipoca e água com o pai idoso, em frente a um dos quiosques sem uso.
Além de reclamar da remoção que se avizinha, ela critica a ação da guarda municipal, que, de acordo com ambulantes e banhistas ouvidos por A TARDE, agem com truculência na apreensão de mercadorias de vendedores que não têm licença. "É um absurdo", brada.
"Outro dia isso aqui virou uma praça de guerra", complementa a auxiliar de classe Sônia Santana, 61, que frequenta a praia do bairro no final de semana. A banhista teme que a remoção dos trabalhadores signifique mais desemprego. "A situação do país está difícil", assinala.
A TARDE não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo parar apurar quando os quiosques começarão a funcionar na orla de Itapuã.
Adequação
Já a secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, afirmou que trabalhadores licenciados não serão removidos do local. Ela afirma que apenas a venda sem autorização é proibida, assim como a utilização de caixas de isopor, material considerado inadequado na legislação que trata do tema.
Um decreto municipal, que será publicado em até 90 dias, segundo Rosemma, vai fixar materiais permitidos para o comércio informal. "O isopor estará fora".
Portal A Tarde


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