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Dilma lança ação nacional contra o Aedes em Juazeiro

A campanha nacional de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikunjunya, foi lançada em Juazeiro (a 513 km de Salvador), nesta sexta-feira, 19, pela presidente Dilma Rousseff e o governador da Bahia, Rui Costa.

O ato aconteceu no Colégio da Polícia Militar Alfredo Vianna, onde cerca de 400 alunos assistiram à aula ministrada pela presidente, que convocou crianças e jovens do Brasil a serem multiplicadores das informações da campanha.

"Peço a vocês que falem com amigos, parentes e vizinhos para que a gente possa combater este mosquito, pois este trabalho tem que ser feito em parceria.  Nós vamos combater o mosquito e temos certeza de que ele não é mais forte que todos nós juntos",  disse ela, lembrando que, se cada família dedicar 15 minutos por semana a este trabalho, o efeito será positivo para todos.

Também em Juazeiro, Dilma e Rui visitaram a biofábrica Moscamed Brasil, que desenvolve um programa de controle biológico do mosquito. Eles conheceram detalhes do projeto onde são criados machos transgênicos que, ao cruzar com fêmeas silvestres, geram descendentes estéreis que morrem antes da fase adulta.

O processo visa reduzir as populações naturais do Aedes, como forma de combater o crescimento no caso de pessoas infectadas e as sequelas das doenças.

A biofábrica tem capacidade de produzir, por semana, entre 4 a 5 milhões de mosquitos  geneticamente modificados - capazes de controlar a infestação em uma área de 100 mil habitantes. O investimento recebido em 2015, por meio da Secretaria estadual da Saúde, foi de R$ 1,2 milhão.

Para Rui Costa, a iniciativa se soma a outras  como a extinção de qualquer criatório dentro dos imóveis. "Se tiver algum vizinho que não cuida, a pessoa pode ligar para a prefeitura. A presidente Dilma lançou decreto que permite ao agente de saúde, acompanhado de uma autoridade, entrar na casa e tomar as providências contra o mosquito", destacou.

Dentre as doenças transmitidas pelo mosquito, a zika vem se alastrando pelo país, com o agravante de estar relacionada ao nascimento de crianças com microcefalia. Na Bahia, até o último 13,  haviam sido notificados 744 casos suspeitos  em 121 municípios. Destes, 161 foram avaliados em exame de imagem, sendo 107 confirmados.

Mobilização
Várias ações estão sendo desenvolvidas  por administrações públicas e privadas no estado. Nesta sexta, por exemplo,  a Universidade Estadual de Feira de Santana promoveu eventos de conscientização. No campus universitário, foram distribuídas cartilhas educativas, enquanto uma equipe de agentes de endemias da Secretaria Municipal da Saúde, utilizando bombas costais, aplicava inseticida para eliminar possíveis focos. Novas ações estão programadas até 4 de março.

Sul baiano
Em Ilhéus (a 472 km de Salvador), a 1ª Vara da Fazenda Pública autorizou, desde esta sexta, a entrada de agentes de endemias em imóveis fechados, desabitados ou onde os proprietários ofereçam resistência, dificultando o combate ao mosquito.

Segundo o secretário da Saúde, Antônio Ocké, por ser cidade litorânea, Ilhéus possui muitas casas de veraneio que ficam fechadas a maior parte do ano. Ele disse que, conforme decisão judicial, os agentes  estarão acompanhados de policiais militares e chaveiros e não haverá prejuízo às propriedades.

Para agilizar o extermínio dos focos de reprodução do Aedes aegypti, foram disponibilizados os telefones (73) 3634-2031 e 98881-4586, "para ajudar as pessoas a denunciar  locais suspeitos", segundo Ocké. O atendimento será em horário comercial de segunda a sexta-feira.

Itabuna
A Secretaria de Saúde do município criou uma Central de Atendimento Especializado no atendimento a pessoas com suspeita de contaminação por vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. Funciona desde o último dia 16, com pronto-atendimento médico, na Av. do Cinquentenário, próximo à praça do Ó.

Outras medidas anunciadas foram a ampliação - de 100 para 180 - do número de agentes de combate a endemias e o reforço dos agentes comunitários. Segundo o secretário da Saúde, Paulo Bicalho, o programa de enfrentamento ao mosquito inclui três carros Fumacê e faxinaços nos bairros.





Portal A Tarde

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