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Coronel da PM faz " piada" com garota que perdeu a visão em protesto em SP

O coronel da Polícia Militar Henrique Motta, que comandou a operação policial na manifestação contra o governo de Michel Temer no último domingo (5) fez um post no Facebook ironizando a estudante Deborah Fabri, 19, que perdeu a visão do olho esquerdo no protesto que ocorreu na última quarta-feira (31) na capital paulista. A garota foi atingida por fragmentos de uma bomba lançada pela Polícia Militar de São Paulo durante o ato.

Na postagem, o coronel compartilha uma mensagem divulgada pela página "Socialista de iPhone", que faz "piada" com o acidente envolvendo Deborah Fabri, juntando dois posts escritos por ela em sua página no Facebook.


Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.
Padre Fábio de Melo

A primeira mensagem foi escrita por Deborah Fabri em novembro de 2015: "Cara, eu sou a favor de qualquer ato de qualquer destruição em protesto de cunho político que tenha objetivos sólidos. O segundo é sobre a fatalidade ocorrida no protesto contra o governo de Michel Temer. "Oi pessoal estou saindo do hospital agora. Sofri uma lesão e perdi a visão do olho esquerdo mas estou bem. Obrigada pelas mensagens e apoio logo logo respondo todos!!!".

O post satírico da página do Facebook "Socialista de iPhone" faz a ironia com os fatos: "Quem planta rabanete, colhe rabanete". O coronel Henrique Motta divulgou o post na rede social com a seguinte mensagem: "Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura - Padre Fábio de Melo".

De acordo com informações do G1, a Polícia Militar enviou uma nota sobre o caso e disse que "respeita a liberdade de expressão e o direito de opinião, desde que não configure crime. Isso vale também para os seus integrantes". O comunicado diz: "não há indícios de que as suas opiniões tenham em algum momento interferido em seu trabalho técnico, que tem se mostrado isento e imparcial".

A nota da PM ainda diz que "o fato de ter e de expressar uma opinião política não implica em ações parciais, tanto é que inúmeros jornalistas, por exemplo, manifestam nas redes sociais posicionamentos políticos, mas não deixam de exercer suas funções nos respectivos veículos de comunicação".

Mediante ao ocorrido que deixou a jovem cega, a ouvidoria da Polícia Militar encaminhou ofícioao Procurador-Geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Paggio, em que sugere a abertura de procedimento investigatório para apurar a atuação da Polícia Militar. 





G1

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