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Família de casal morto em Placaford acredita em inocência de filho das vítimas

Parentes do estudante de Engenharia Mecânica Bruce Habib, 25 anos, acreditam na inocência do jovem. Único sobrevivente do crime que deixou os pais, Renato Giffoni Habib, 58, e Nélida Cristina Oliveira Habib, 55, mortos em um loteamento de classe média alta em Placaford, Bruce não compareceu ao sepultamento, que aconteceu nesta terça-feira (27) às 11h, no cemitério Campo Santo, bairro da Federação.
“Ele os amava. No Facebook de Bruce tem várias declarações de amor à mãe. Ele e o pai eram muito amigos”, declarou um primo do estudante universitário, presente ao enterro e que preferiu não se identificar. Para a delegada Andrea Ribeiro, coordenadora da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/ Atlântico), o envolvimento de Bruce é apurado. "Estamos trabalhando com linhas de investigação e essa pode ser uma delas", declarou ontem para jornalistas em coletiva no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O casal foi encontrado amordaçado e com marcas de tiros na cabeça dentro da própria casa no domingo. Eles moravam no local há 22 anos. O loteamento possui uma rua com três saídas, guarita e 126 casas. O crime deixou moradores chocados.
Bruce também foi amarrado, mas conseguiu escapar dos criminosos, que fugiram após os disparos. À polícia, o estudante contou que foi separado dos pais, na hora do ataque. Enquanto os pais eram mantidos reféns no andar térreo, ele estava amordaçado e amarrado no anexo da casa. 
“A família achou melhor que ele (Bruce) não viesse (ao enterro) para evitar o assédio da imprensa. Ele passou o domingo e segunda prestando depoimento à polícia. Para nós que lidamos com o Direito, é comum ter como principal suspeito de um crime uma testemunha no caso em que não há mais ninguém na cena de um crime. Só a investigação para dizer. Mas a família não acredita no envolvimento dele nas mortes”, declarou o primo, que é advogado. 
Ele acredita na possibilidade de as mortes terem sido resultado de uma tentativa de assalto. “A casa estava à venda (uma placa pode ser vista na frente da casa). O que pode ter acontecido é que alguém pode ter se passado por comprador, o que facilitou a entrada dos criminosos à casa”, contou um primo de Nélida. 
Familiares choram durante enterro do casal
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
RevólverSegundo ele, outros fatores poderiam ter contribuído para o acesso dos criminosos. “Como os portões são abertos por controle remoto, muito provável eles (casal) liberaram o acesso ainda de dentro de casa e os dois cães da raça pit bull costumam ficar presos durante o dia nos fundos da casa, soltos somente à noite”, contou o sobrinho.
Renato Giffoni guardava um revólver calibre 38 dentro de casa. A arma desapareceu no dia do crime. “Acredito que na hora que os bandidos faziam uma busca por dinheiro, podem ter encontrado a arma e acharam que ele era policial e os mataram”, disse. 
O primo de Bruce disse ainda que o casal não tinha o hábito de guardar dinheiro em casa. “Eles não eram ricos, mas tinham uma vida confortável, fruto de anos de luta. Meu tio trabalhou muito. A casa que eles estavam demorou 20 antes para ficar pronta. Antes, eles moravam no Barbalho. O imóvel tem EcoSport, C3 e uma moto, mas todos comprados a prestações”, declarou.




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