Veja como fazer o casamento dos sonhos gastando cerca de R$ 8 mil
Até o felizes para sempre, de graça mesmo, só o amor. Antes das promessas do matrimônio, em tempos de crise, o desafio dos pombinhos tem sido fazer o sonho caber no orçamento. Mas a missão não é impossível. Isto porque, a tendência do momento é o “mini-wedding”, o nome charmoso para o casamento mais simples e intimista com custos reduzidos. A experiência pode reduzir os gastos com um casamento convencional, a depender do buffet, em 80%.
A estimativa é do organizador de casamentos e decorador especializado no assunto, Orlando Júnior. “Com este tom mais simples e minimalista dá para fazer, por exemplo, um casamento para 40 convidados gastando R$ 8 mil. Um jantar com toda pompa para a mesma quantidade de pessoas não sairia por menos de R$ 40 mil”, compara.
Ainda de acordo com ele, a estratégia é montar uma cerimônia durante o dia, com um “brunch” e apostar numa decoração com plantas e raízes. “É possível pensar numa cerimônia com este buffet mais uma mesa de antepastos (aperitivos), com serviço de mesa unitária de bolos e doces. Vale também substituir as bebidas alcoólicas por sucos, água de coco, água aromatizante e coquetéis com frutas da época”.
Na decoração, saem de cena as flores mais caras - como orquídeas - e entram margaridinhas e a kalanchoe. “São infinitamente mais baratas e juntas com alfinetes e samambaias enriquecem a festa sem gastar muito”, recomenda.
Outra despesa que acaba onerando o bolso dos pombinhos é o espaço onde a festa irá acontecer. Neste caso, a dica é usar espaços com ar livre e com isso, reduzir de quebra, os custos com iluminação. “Espaços como praia, sitio, roça e até mesmo um salão de festas do prédio permitem que a gente possa receber bem os convidados mesclando simplicidade com um bom serviço”, acrescenta Júnior.
Para o especialista, mesmo cortando custos, ainda vai ser preciso negociar muito com fornecedores, fazer uma boa pesquisa e barganhar descontos. “Os noivos precisam ter em mente que é uma cerimônia de afeto e não um ‘casamento ostentação’. Antes de tudo, têm que internalizar até aonde o orçamento pode ir e trabalhar com base nisso”.
Foi o que fez a relações públicas Ana Paula Queiroz, principalmente, porque ela investiu em duas cerimônias de casamento: uma aqui em Salvador e outra na Espanha, país de origem do marido. A opção foi fazer a recepção em um restaurante. “Queria um espaço legal e bonito, mas tudo era muito caro. E tinha que arcar com decoração, buffet, recepção, serviço, bebidas. Por isso decidi fazer num restaurante. Queria um casamento menor, já que teria dois. Com o restaurante isso saiu tudo incluso”.
Ana Paula comemorou a união no Restaurante Salvador Dali, no Rio Vermelho. “Pagando o menu por pessoa, todos estes serviços mais o local estavam incluídos. Só contratei por fora uma empresa pequena para fazer os doces e decorar as mesas onde eles iam ficar e uma banda. Paguei R$ 8,9 mil e recebi 100 convidados. Encontrei locais que cobravam, em média, R$ 7 mil só pelo aluguel”, ressalta.
PlanejamentoÉ um olho nos preparativos e outro no orçamento, como recomenda a educadora financeira da DSOP, Hérica Gomes. E para não sair endividado antes mesmo da lua de mel vai ser preciso planejamento.
“É fundamental saber onde está a prioridade, planejar, chegar em um valor que pode gastar na festa, ter um norte para começar esse planejamento e definir o montante que vai se investir no casamento”, aconselha.
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