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ACM Neto fecha quatro praias e manda recado: ‘Prefeitura não vai ficar de babá’



Uma semana após serem reabertas para uso de segunda a sexta, as praias de Salvador já geram preocupações à Prefeitura, que tenta manter equilibrados os índices de infectados e mortos pela Covid-19.

Depois de registrar aglomerações em diversas praias da cidade durante o último fim de semana, o prefeito ACM Neto (DEM) anunciou nesta terça-feira (29) o fechamento de quatro delas: Canta Galo, Boa Viagem, Amaralina e Piatã.

“Queria estar discutindo quando as praias poderão abrir final de semana ou quando o ambulante poderá vender nas praias. Pelo descumprimento dos protocolos, estamos tendo que dar um passo atrás”, lamentou o prefeito, durante coletiva realizada no Teatro Gregório de Mattos.

Depois de anunciar a interdição das regiões, que já começa nesta terça, devendo ser concluída na quarta (3), o democrata mandou um recado para a população que descumpre os protocolos de saúde da gestão municipal, que inclui uso de máscaras na faixa de areia e distanciamento mínimo de 1,5m entre uma pessoa e outra.

“Não dá para a Prefeitura ficar de babá. Resisti de reabrir as praias porque não era uma tarefa fácil. São 64 km de orla, temos uma das orlas mais extensas do Brasil. Não temos efetivo para ficar em todas as praias de manhã, de tarde e de noite. É impossível isso”, disse.

Inicialmente, as praias de Canta Galo, Boa Viagem, Amaralina e Piatã ficarão interditadas por sete dias, mas o prazo pode ser estendido. O prefeito também não descarta interditar outras regiões, uma vez que as aglomerações podem migrar de uma praia fechada para uma aberta. Vale lembrar que as praias do Porto, da Paciência e de Buracão ainda não foram autorizadas a reabrir.

“Claro que eu gostaria que as pessoas pudessem estar nas praias sem nenhum tipo de preocupação, fazendo sua festa, batendo seu baba. E, se não permitimos, há uma razão, e a razão é exatamente o cuidado que precisamos ter com a pandemia. [Em outras cidades] abriram as praias sem regras e limites, agora a conta chegou, com aumento do número de casos e de óbitos. Não quero isso para Salvador”, afirmou.

ACM Neto descreveu ainda como alguns banhistas atuam no descumprimento das regras: “As pessoas ficam escondidas, a Guarda Civil chega, tira banhistas ocupando indevidamente a praia, depois sai para fiscalizar outra praia. Não dá cinco minutos e já tem gente descumprindo. A as pessoas apontam o dedo, sempre responsabilizam a Prefeitura, mas deixam de enxergar o seu papel, sua responsabilidade. Lamentavelmente, a maioria paga o preço da irresponsabilidade da minoria”.



*Bahia.Ba

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