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Bahia enfrentará franquia do City pela 1ª vez na Sul-Americana


O Bahia conta os minutos para fazer o seu primeiro confronto internacional da temporada. O tricolor estreia amanhã na Copa Sul-Americana em duelo contra o Torque City. A partida começa às 21h30, no estádio Parque Viera, em Montevidéu.

O duelo será o primeiro da história entre Bahia e Torque. O time uruguaio não tem tradição nem dentro nem fora do seu país, mas requer atenção. Com forte investimento originário dos Emirados Árabes, o projeto do clube é de ser uma potência no continente no médio-longo prazo.

A equipe foi fundada em 2007, sob o nome de Club Atlético Torque. Em 2017 foi adquirida pelo grupo City (que administra o inglês Manchester City e filiais menos badaladas pelo mundo) e mudou radicalmente no ano passado. Além do nome, que passou para Montevideo City Torque, as cores saíram do vermelho e verde para o azul característico da franquia. Nem o escudo resistiu.

Desde que passou a integrar o Grupo City, o clube tem recebido grandes investimentos. Em março, foi inaugurado o novo centro de treinamentos, com 95 mil m² e estrutura semelhante à de Manchester City, New York City e Melbourne City, todos do mesmo grupo.

Dentro de campo os resultados também começaram a surgir. Em 2019 o Torque subiu para a primeira divisão uruguaia e, na temporada passada, brigou por uma vaga na Copa Libertadores. Ficou na quarta posição e entrou na Sul-Americana.

Por isso, não vai ser surpresa se nos próximos anos o Torque ocupar o posto de terceira força do futebol uruguaio e tentar até fazer frente aos gigantes Nacional e Peñarol. Até porque os clubes que disputavam esse posto, Danubio e Defensor, foram rebaixados juntos na temporada 2020 e deixaram o caminho aberto.

Por sinal, a partida de amanhã será a primeira da história do Bahia contra um dos times administrados pelo grupo City. Recentemente o Esquadrão fez acordo com a empresa ao vender o atacante Thiago para o New York City, dos Estados Unidos. Os outros clubes com a marca City são: Manchester, Melbourne (Austrália), Yokohama Marinos (Japão), Girona (Espanha), Sichuan Jiuniu (China), Mumbai (Índia), Lommel (Bélgica) e Troyes (França). 


Olho neles
Em campo, o Torque é treinado pelo argentino Pablo Marini, que tem experiência no futebol chileno e mexicano, e conta com uma mescla de promessas e atletas experientes. A ideia é preparar jogadores que serão vendidos para a Europa. Entre os nomes que já atraem os olhares do mercado internacional estão o meia Santiago Rodríguez, de 21 anos, e o atacante Matías Cóccaro, que anotou 12 gols na temporada passada. A eles se somam atletas rodados como o meia Arismendi e o goleiro Guruceaga, contratado este ano.

Apesar de ter inaugurado um moderno CT, o Torque não tem pretensões de construir um estádio. O clube costuma mandar os jogos no mítico estádio Centenário, casa da seleção Celeste e palco da primeira Copa do Mundo, em 1930. Mas na Sul-Americana, indicou o modesto Parque Viera, do Montevideo Wanderers, como local das suas partidas.

Muito mais acanhado, o Parque Viera tem capacidade para apenas 8 mil pessoas. No modelo raiz, o estádio conta com arquibancadas de cimento e estrutura praticamente original desde a sua construção, em 1933.




*Correio da Bahia

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