Salvador registra menor infestação de Aedes aegypti desde 2006
Salvador registrou, no biênio 2021/2022, o menor índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti da história da cidade desde que o dado passou a ser registrado, há 16 anos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 15.
Conforme informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Salvador apresenta hoje o menor índice do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) dos últimos 16 anos, com 1,5% registrados. Ou seja, a cada 100 casas, apenas 1,5 apresentavam a presença do mosquito.
O balanço é realizado quatro vezes ao ano, sendo que o primeiro de 2022 ocorreu no período de 3 a 7 de janeiro e inspecionou 42.250 imóveis, identificado 733 criadouros positivos para o Aedes aegypti.
Algumas localidades dos bairros de Coutos e Vista Alegre registaram o maior percentual de infestação do mosquito na cidade com 7,6%, seguido das comunidades de Nazaré, Barroquinha, Saúde, São Joaquim e Macaúbas (4,2%), e Bairro da Paz, Luís Anselmo e Cosme de Farias com 4,1%.
Já as comunidades do Matatu, Pitangueiras, Santo Agostinho e Vila Laura apresentaram o indicador mais baixo no município com 0%, ou seja, nenhum foco foi identificado na região durante o estudo.
Segundo a prefeitura, em Coutos e Vista Alegre, que apresentaram altos índices de infestação, serão distribuídos repelentes de forma gratuita. A alta no Bairro da Paz e Centro Histórico foi atribuída à grande quantidade de imóveis fechados, o que aumenta a infestação.
Ainda de acordo a prefeitura, aproximadamente mil agentes de endemias atuam ininterruptamente nos 170 bairros da cidade. Em 2021, foram realizadas cerca de 3,5 milhões de inspeções sanitárias, que eliminaram ou trataram 1,3 milhões de criadouros do mosquito.
Os agentes também promoveram 867 ciclos de aplicação de inseticidas para bloqueio da transmissão dos casos notificados. A prefeitura diz que, ao todo, foram investidos cerca de R$4 milhões em ações, equipamentos, contratos com chaveiros para adentrar em casas abandonadas que continham focos de mosquitos e muriçocas.
Neste período, e em parceria com as secretarias de Ordenamento (Semop), Promoção Social e Manutenção (Seman), foram recolhidas 211 toneladas de inservíveis em casas abandonadas, nos canais e córregos da cidade ou em ações realizadas em casas de acumuladores.
De acordo com o subsecretário da SMS, apesar dos bons números, regiões como Itapuã e o Subúrbio Ferroviário ainda inspiram cuidados por apresentar números que destoam do restante da capital. Para enfrentar as arboviroses, a Prefeitura diz que vai intensificar as ações de contingência nas localidades com maior vulnerabilidade com o objetivo de identificar os pontos críticos e eliminar os focos num curto espaço de tempo para evitar o crescimento dos casos de dengue, zika e chikungunya nessas comunidades.
A mobilização inclui aplicação de inseticida, varredura casa a casa feita pelos agentes de combate às endemias, além do tratamento de focos em terrenos baldios com auxílio dos profissionais da Limpurb e busca ativa de indivíduos com sintomas dos agravos. Até o final de março próximo, Salvador realiza o 'Plano Verão sem Mosquito'.
*A Tarde




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