Operação Apate: Coordenador da 25ª Ciretran de Simões Filho esclarece participação em investigação da Polícia Civil
Na manhã desta quarta-feira (30), a cidade de Simões Filho foi surpreendida pela deflagração da Operação Apate, conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia. A ação teve como objetivo desarticular um suposto esquema fraudulento envolvendo transferência irregular de veículos com a participação de servidores públicos, empresas emplacadoras e despachantes.
A operação foi realizada simultaneamente em Salvador, na Região Metropolitana e no interior do estado, e cumpriu 15 mandados judiciais. Entre os alvos da investigação está a 25ª Ciretran de Simões Filho, cujo coordenador, Orlando Azevedo Júnior (Binho), prestou esclarecimentos durante entrevista ao programa Panorama de Notícias, da rádio Simões Filho FM 87.9.
Segundo Orlando, a investigação gira em torno de um único caso de transferência de veículo ocorrido em 2023, em que um despachante de Lauro de Freitas teria dado entrada no processo na unidade de Simões Filho. Ele reforçou que não há qualquer envolvimento pessoal seu no caso e que apenas foi incluído nas investigações por estar à frente da unidade no momento da transferência.
“Trata-se de um mandado de busca. Eu não tenho nada a temer. Estou colaborando com as investigações porque, assim como outros servidores, também sou vítima de uma quadrilha de estelionatários que age no estado da Bahia”, afirmou.
Orlando explicou que não houve mandado de prisão contra ele ou qualquer outro servidor da unidade, mas confirmou que teve seu celular recolhido para análise, em procedimento padrão de investigação. Ele compareceu voluntariamente à sede do DEIC para prestar depoimento, reforçando sua disposição em colaborar com as autoridades.
Questionado sobre a conduta dos servidores da 25ª Seletran, Orlando garantiu a idoneidade de sua equipe e reiterou seu compromisso com a legalidade:
“Sempre neguei atendimento a esse despachante envolvido. Ele já teve histórico de problemas aqui na unidade. Meu compromisso é com a transparência e com o bom serviço à população de Simões Filho.”
Orlando segue exercendo suas funções normalmente e destacou que sua liberação pelas autoridades reforça sua condição de colaborador nas investigações, e não de investigado direto.
“Estou tranquilo, de cabeça erguida, e continuarei ajudando no que for necessário. A polícia precisa investigar e nós, que somos inocentes, temos que facilitar esse trabalho. Isso só reforça minha conduta à frente da Seletran”, concluiu.
A Operação Apate também cumpriu mandados em cidades como Salvador e Vitória da Conquista, indicando a abrangência estadual da suposta organização criminosa. As investigações seguem em andamento, e novas atualizações devem ser divulgadas em breve pelas autoridades competentes.
Por Ataíde Barbosa
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