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Presidente da Câmara defende confiança na Justiça e alerta: “Maior preocupação é com Simões Filho”


Em entrevista concedida à Rádio Simões Filho FM 87.9, nesta quarta-feira (30), o presidente da Câmara Municipal de Simões Filho, vereador Itus Ramos (PSDB/CIDADANIA), quebrou o silêncio sobre os processos eleitorais que movimentam os bastidores da política local e reforçou seu compromisso com a estabilidade institucional e o futuro da cidade. 

Em meio às especulações sobre possíveis cassações por suposta fraude à cota de gênero e acusações de abuso de poder econômico que envolvem a chapa majoritária, Itus adotou um tom sereno, mas firme: 

“Minha maior preocupação não é com os vereadores, é com Simões Filho”, declarou.

Cota de gênero e instabilidade institucional

Durante o programa Panorama de Notícias, Itus foi questionado sobre o processo que tramita na 33ª Zona Eleitoral e que pode levar à cassação de até nove mandatos parlamentares, incluindo o seu. Evitando declarações precipitadas, o presidente da Câmara foi categórico ao afirmar que “não cabe achismo” num tema dessa gravidade, reforçando sua confiança na Justiça Eleitoral.

“A lei é maior do que nós. Somos uma Casa de Leis. Se há culpados, que se cumpra o que a lei determina. Mas se há inocentes, que também sejam reconhecidos”, pontuou.

Apesar de não se posicionar juridicamente sobre detalhes do processo, Itus reconheceu o peso emocional vivido pelos parlamentares e admitiu que o momento tem sido de inquietação.

“Estamos tranquilos por confiarmos na Justiça, mas preocupados por vivermos algo inédito”, disse.

Impacto político e receio de retrocesso

Itus também chamou a atenção para os efeitos que uma eventual decisão desfavorável pode causar na cidade: 

“Se algo nesse nível acontecer, será um retrocesso enorme para Simões Filho”, alertou. 

Para o vereador, o cenário de insegurança jurídica afeta diretamente o ritmo da administração pública e pode afastar investidores e oportunidades de desenvolvimento.

“Estamos há sete meses vivendo uma turbulência política que paralisou o debate sobre crescimento, emprego e indústria. A cidade está sendo emocionalmente afetada”, lamentou.

Reforma da Câmara e retomada dos trabalhos

Sobre o funcionamento do Legislativo, Itus Ramos informou que as sessões ordinárias retornam no próximo dia 5 de agosto, com novo horário: às 18h. A mudança se deve ao início das obras de reforma na sede da Câmara, cujo processo licitatório foi concluído no dia 29 de julho. A previsão é que as obras comecem entre os dias 15 e 16 de agosto.

“Essa reforma é uma necessidade antiga. Mesmo durante o recesso das sessões, os vereadores seguem trabalhando em prol da cidade”, frisou o presidente.

Críticas internas, tensão no grupo e apelo à pacificação

A entrevista também abordou as tensões internas na base aliada. Questionado sobre rumores de desgaste entre figuras da situação, incluindo um episódio em que a deputada Kátia Oliveira teria se emocionado durante uma reunião política, Itus evitou alimentar polêmicas, mas reconheceu o momento de estresse vivido pelo grupo.

Além disso, comentou a atuação do vereador Genivaldo Lima, que recentemente expôs, em vídeo, o estado de abandono do Parque Manaim — obra da gestão anterior. Para Itus, fiscalizações são parte do papel parlamentar, mas alertou que a cidade precisa avançar, e não se prender ao passado.

“Simões Filho é maior do que Itos Ramos, maior do que a Câmara, do que qualquer prefeito. São 140 mil pessoas esperando por desenvolvimento. Precisamos sair do embate e voltar a pensar a cidade”, declarou.

Entre a fé e o dever institucional

Cristão assumido, o presidente da Câmara reafirmou que sua confiança está “primeiro em Deus” e depois na Justiça, destacando que nenhuma autoridade chega ao cargo sem permissão divina. No entanto, fez questão de pontuar que essa crença não o isenta de responsabilidade institucional.

“A Bíblia diz que toda autoridade é constituída por Deus, mas também diz que há caminhos que ao homem parecem bons, mas levam à perdição. Então, como servidor público, tenho que zelar pelo que a lei manda. E a lei precisa ser cumprida.”




Por Ataíde Barbosa

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