Ivana Bastos critica veto presidencial e alerta para perda de representatividade da Bahia
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) realizou nesta terça-feira (20) a sua 60ª sessão ordinária da 20ª legislatura, marcada pela aprovação de projetos do Executivo, concessão de honrarias e pelo posicionamento firme da presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), contra o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que ampliava o número de deputados federais e estaduais em alguns estados.
Na pauta, os parlamentares aprovaram em regime de urgência o chamado “Pacotão”, referente à criação de cargos do governo, além de um empréstimo com condições de juros reduzidos, negociado pela Secretaria da Fazenda e apresentado pelo titular da pasta, Manuel Vitório. Também foram aprovados dois títulos de cidadão baiano e cinco comendas de julho, entre elas uma em homenagem à presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Cíntia Rezende, proposta pelo deputado Vitor Bonfim.
No entanto, o tom mais crítico da sessão ficou por conta da repercussão do veto presidencial. Ivana Bastos lamentou que a decisão de Lula mantenha o número atual de cadeiras na Câmara dos Deputados e nas assembleias legislativas, o que, segundo ela, reduzirá a representatividade da Bahia.
“A Bahia perde dois deputados estaduais, dois deputados federais, e não tem nenhuma justificativa, não tem nenhuma economia nessa diminuição”, afirmou a presidente, que chegou a se equivocar na contagem: a redução real prevista seria de seis deputados federais, e não apenas dois.
A pessedista anunciou ainda que a Alba irá receber, na próxima quinta-feira (21), uma comitiva da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), composta por cerca de 19 parlamentares de diferentes estados, para articular uma força-tarefa pela derrubada do veto no Congresso Nacional.
Para Ivana, a defesa da representatividade é uma causa que ultrapassa os limites estaduais:
“É um projeto federal, mas faremos nossa parte. A Bahia não pode perder espaço político e voz em Brasília.”
Com a decisão, a Bahia deixa de ampliar suas bancadas federal e estadual, em um cenário que reacende o debate sobre a proporcionalidade na distribuição de cadeiras entre os estados brasileiros.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Luana Neiva/bahia.ba




Nenhum comentário