Justiça italiana nega prisão domiciliar a Carla Zambelli e mantém deputada em presídio de Roma
A Justiça da Itália decidiu nesta quinta-feira (28) que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) continuará presa na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma. A defesa havia solicitado a substituição da prisão preventiva por custódia domiciliar, alegando problemas de saúde e perseguição política, mas o pedido foi negado após avaliação médica solicitada pelo próprio Judiciário.
O relatório, com 19 páginas, concluiu que o quadro clínico da parlamentar é compatível com o ambiente prisional. Segundo a análise, Zambelli apresenta sintomas de depressão e distúrbios do sono, mas mantém lucidez, não demonstra comportamento autodestrutivo e recebe acompanhamento adequado dentro da unidade. O documento também avaliou a Síndrome de Ehlers-Danlos e a greve de fome anunciada por ela, descartando riscos que justificassem a mudança para prisão domiciliar.
A médica responsável pelo laudo destacou que Zambelli tem acesso aos tratamentos necessários no presídio e que seu estado de saúde não impede uma eventual viagem aérea, caso a extradição seja autorizada, desde que acompanhada por suporte médico.
Detida desde 29 de julho, a parlamentar segue aguardando a análise do Ministério do Interior da Itália, responsável por conduzir o processo de extradição para o Brasil. A tramitação pode se estender por alguns meses, mas a decisão desta quinta reforça a permanência da deputada em regime fechado até nova deliberação judicial.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados




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