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Radares da BR-324 estão desativados e aumentam preocupação com acidentes


A BR-324, uma das rodovias federais mais movimentadas da Bahia, está com os radares fixos desativados desde o início deste mês. A suspensão ocorre devido à interrupção temporária do Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV), responsável pelo processamento das imagens captadas pelos equipamentos, motivada por insuficiência de recursos, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Especialistas e motoristas demonstram preocupação com o aumento do risco de acidentes, uma vez que a BR-324 registra um alto número de infrações por excesso de velocidade. O programa, que abrange 3.887 faixas em 26 estados e no Distrito Federal, é considerado uma ferramenta essencial para a segurança viária, pois permite a fiscalização e punição legal de infratores.

Luide Souza, especialista em trânsito, alerta que a desativação dos radares deixa os trechos mais vulneráveis: “Por lei, os radares são a única maneira legal de comprovar e punir o excesso de velocidade. A ausência do programa tende a incentivar infrações e tornar as rodovias ainda mais perigosas”.

O policial rodoviário Fábio Rocha reforça a importância dos radares como instrumento de prevenção. Segundo ele, a redução da fiscalização eletrônica aumenta o desrespeito aos limites de velocidade, elevando a probabilidade de acidentes graves. A preocupação é especialmente intensa no trecho entre Salvador e Feira de Santana, que lidera os registros de excesso de velocidade na BR-324.

Os dados reforçam o alerta: entre 2023 e 2024, a rodovia registrou crescimento de 154% nas infrações por velocidade, saltando de 39.275 para 99.909 casos. Até 18 de agosto de 2025, já haviam sido contabilizadas 48.981 infrações do tipo.

A mudança é sentida por motoristas que circulam com frequência pelo trecho. Elielson Baixó, gerente de vendas, afirma notar um aumento de veículos em alta velocidade e maior risco de acidentes. Já Reinaldo, motorista de van, destaca que muitos ainda desaceleram nas áreas com radares, mas que a falta de comunicação sobre a desativação gera confusão.

O DNIT, em nota, destacou que o PNCV não é a única ferramenta de segurança viária e informou que estão sendo adotadas medidas alternativas de engenharia para reduzir riscos. A PRF na Bahia, responsável pelos radares móveis, afirmou que continuará intensificando a fiscalização presencial, utilizando radares portáteis, patrulhamento ostensivo e ações educativas voltadas à conscientização dos motoristas.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Marina Silva/CORREIO

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