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Especialistas orientam uso seguro de paracetamol após comentário de Trump sobre autismo


Após um pronunciamento do presidente americano Donald Trump sugerir que o uso de paracetamol (Tylenol) durante a gestação poderia estar ligado ao autismo, o medicamento ganhou atenção internacional. Analgésico e antitérmico comum, o paracetamol é utilizado para tratar dor e febre, mas não há evidências científicas que comprovem que ele cause autismo ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

A infectologista Analice Lelis esclarece que alguns estudos observacionais apontaram uma possível associação, mas pesquisas mais robustas não confirmaram uma relação direta. Segundo a especialista, o medicamento pode ser utilizado na gravidez quando necessário, desde que na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, sempre com orientação médica.

Apesar da segurança relativa, o paracetamol não é indicado para todos. Pessoas com alergia ao fármaco, doenças hepáticas ou renais, alcoolismo crônico, baixo peso ou desnutrição devem evitar o uso. Pacientes em tratamento com anticoagulantes também precisam de cuidado devido ao risco de sangramentos.

O uso prolongado ou sem supervisão médica pode causar problemas no fígado, nos rins e elevação da pressão arterial. "O maior risco é a hepatotoxicidade, que pode evoluir para insuficiência hepática em casos graves. Há relatos raros de reações cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson", alerta Lelis.

Especialistas recomendam seguir algumas precauções: respeitar a dose máxima (3–4 g por dia em adultos), não combinar medicamentos que contenham paracetamol, evitar álcool, buscar orientação médica em caso de doenças pré-existentes, não usar de forma contínua sem investigação e suspender o uso diante de reações cutâneas graves.

Na gravidez, o uso deve ser restrito ao necessário, garantindo a segurança da mãe e do bebê.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Shutterstock


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