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Geddel critica PEC da Blindagem e prevê derrota no Senado: “Não há clima na sociedade para isso”


Após a bancada do MDB no Senado classificar a chamada PEC da Blindagem como “impunidade absoluta” e “imenso retrocesso”, o ex-ministro Geddel Vieira Lima também se manifestou contra a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados. 

Em entrevista ao bahia.ba nesta quinta-feira (18), ele disse que o projeto foi mal conduzido e que não encontra respaldo na sociedade.

“Eu acho que a forma que esse processo foi conduzido está mal conduzido. Não há clima na sociedade para se aprovar uma matéria dessas. Isso não é prioridade agora no Brasil”, afirmou.

Críticas ao conteúdo e ao momento político

Segundo Geddel, a PEC é ampla demais e foi aprovada em um contexto de forte polarização política, o que, na avaliação dele, torna ainda mais inadequada a discussão.

“Você tem outras questões, sobretudo econômicas, para tratar. Essa proposta terminou colocando muita coisa além do que devia”, acrescentou.

O ex-ministro disse acreditar que a reação popular será determinante para impedir o avanço da medida. 

“Acho difícil que prospere no Senado. Há uma forte reação popular contra”, avaliou.

O que prevê a PEC

A PEC da Blindagem foi aprovada na noite de terça-feira (16) em dois turnos pela Câmara dos Deputados. O texto-base recebeu 353 votos favoráveis no primeiro turno e 344 no segundo, ambos acima do mínimo necessário de 308.

A proposta estabelece que a abertura de ação penal contra parlamentares só poderá ocorrer com autorização prévia, por votação secreta, da maioria absoluta da respectiva Casa. Além disso, amplia o foro privilegiado, garantindo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) também para presidentes de partidos com representação no Congresso.

Todos os destaques que buscavam alterar pontos do texto, incluindo a exclusão do foro para líderes partidários, foram rejeitados pelo plenário.

Agora, a PEC segue para apreciação no Senado Federal, onde precisará novamente de três quintos dos votos em dois turnos para ser aprovada.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

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