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Mesmo em queda, cheques movimentam mais de R$ 200 bilhões no 1º semestre de 2025



Apesar da popularização do Pix e de outros meios digitais de pagamento, os cheques continuam sendo relevantes no mercado brasileiro. Dados divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontam que, no primeiro semestre de 2025, foram compensadas 50 milhões de folhas, que movimentaram R$ 211 bilhões.

O número representa uma redução de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 64 milhões de cheques circularam pelo sistema financeiro. No entanto, mesmo com a queda no volume, o valor médio das operações aumentou. Em 2024, as compensações somaram R$ 236 bilhões, apenas 11% acima do registrado este ano.

Segundo a Febraban, o cheque segue como um instrumento importante, principalmente no meio empresarial. Mais da metade das emissões vêm de empresas, que utilizam a modalidade como forma de pagamento a fornecedores ou em negociações comerciais.

Entre pessoas físicas, o uso resiste em nichos específicos, especialmente quando há possibilidade de obter prazos maiores, descontos e condições de pagamento que não dependem de limite de crédito disponível.

Na avaliação da entidade, embora a tendência seja de queda gradual no uso do cheque, sua função como alternativa de crédito e garantia ainda sustenta sua presença no sistema de compensação regulado pelo Banco Central.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Agência Rádio 2

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