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Bahia confirma seis casos de Doença de Chagas aguda com suspeita de transmissão oral em Ibititá


A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia (DIVEP), por meio do Grupo de Trabalho de Chagas, confirmou seis casos da forma aguda da Doença de Chagas (DCA) com suspeita de transmissão oral na região de Irecê, centro-norte do estado. As informações constam no alerta epidemiológico nº 10/2025, divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

De acordo com o documento, todos os casos foram registrados no município de Ibititá. As investigações apontam como possível fonte de infecção o consumo de caldo de cana produzido de forma artesanal, sem as condições adequadas de higiene e manipulação.

Os pacientes, com idades entre 30 e 57 anos, apresentaram sintomas característicos da fase aguda da doença, como febre persistente, inchaço no rosto e nas pernas, fraqueza, dor de cabeça, manchas na pele e taquicardia. Cinco deles tiveram alterações cardíacas leves, e um precisou ser internado para acompanhamento clínico.

A SESAB reforçou a importância da vigilância sanitária e epidemiológica contínua e alertou para os riscos do consumo de bebidas e alimentos preparados de forma caseira, especialmente quando há possibilidade de contaminação por insetos vetores do Trypanosoma cruzi, causador da doença.

“É fundamental garantir a higiene adequada na manipulação de alimentos e bebidas, sobretudo os produzidos artesanalmente, para evitar novos casos de transmissão oral”, destacou a pasta em nota.

A Doença de Chagas é tradicionalmente transmitida pelo contato com o barbeiro (triatomíneo), mas também pode ocorrer por via oral, quando alimentos ou bebidas são contaminados com fezes do inseto infectado. A forma aguda da doença requer diagnóstico rápido e tratamento imediato, reduzindo o risco de complicações cardíacas e digestivas.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução Canva

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