Casal é condenado por comportamento inapropriado durante voo na Nova Zelândia
Um episódio inusitado ocorrido a bordo de um voo doméstico na Nova Zelândia terminou nos tribunais. Um casal foi condenado por ato indecente em local público após protagonizar cenas de intimidade excessiva durante uma viagem entre Auckland e Nelson, em novembro do ano passado. O caso ganhou repercussão nesta semana após sentença ser proferida contra o homem envolvido.
Reuben Jeremy Finn, de 30 anos, e Bronte LeLievre, de 32, ignoraram repetidos pedidos da tripulação da Air New Zealand para interromper o comportamento considerado impróprio. Segundo relatos de passageiros, o casal começou trocando beijos prolongados, que evoluíram para carícias mais íntimas — a ponto de um dos presentes afirmar ter visto Finn colocar a mão dentro do sutiã da companheira.
Mesmo após serem advertidos verbalmente, os dois persistiram na conduta e, em determinado momento, fingiram estar dormindo, tentando minimizar a situação. O episódio causou constrangimento entre os demais passageiros e obrigou a tripulação a intervir com mais firmeza.
Ao analisar o caso, o juiz Garry Barkle afirmou que o comportamento do casal gerou “significativo desconforto e embaraço” a bordo, caracterizando claramente um ato indecente em espaço público.
Como resultado, Reuben Finn foi condenado a seis meses de prisão domiciliar, além de um ano sob supervisão judicial. Segundo o Departamento de Correções da Nova Zelândia, esse tipo de pena funciona como um regime de toque de recolher: o condenado deve permanecer em casa durante o período determinado pelo tribunal — no caso de Finn, entre 20h e 5h.
Durante a audiência, o advogado de defesa alegou que Finn lida com dependência química e apresentava sinais de estar alterado no momento do incidente. Além disso, ele teria histórico de vício em jogos de azar e enfrentado dificuldades pessoais nos meses anteriores ao episódio.
Já Bronte LeLievre reconheceu o ato indecente durante o processo, mas sua sentença ainda não foi anunciada. O tribunal deve decidir sobre sua penalidade em novembro.
O caso reacende o debate sobre comportamento em espaços compartilhados e o limite entre liberdade individual e respeito ao bem-estar coletivo, especialmente em ambientes de convivência forçada, como voos comerciais.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução




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