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Cistos mamários: especialistas esclarecem dúvidas e reforçam importância do acompanhamento médico


A descoberta de cistos na mama ainda causa preocupação em muitas mulheres, que frequentemente associam o achado a um possível câncer de mama. No entanto, segundo a mastologista Gabriela Gomes, entrevistada pelo Metropole Saúde nesta quarta-feira (1º), é importante diferenciar os tipos de cistos para evitar confusões.

De acordo com a especialista, os cistos simples são bastante comuns e provocados por alterações hormonais naturais. Eles não evoluem para câncer e fazem parte da rotina clínica da maioria das mulheres.

Já os cistos complexos exigem atenção maior, pois podem estar associados a nódulos e, em alguns casos, se tornarem cancerígenos.

“Essas lesões precisam ser investigadas com biópsia. O cisto é detectado no exame de ultrassonografia, e o médico irá classificar se há risco. Caso seja um cisto complexo, ele vai indicar acompanhamento ou procedimento. Só o mastologista ou ginecologista consegue diferenciar se é suspeito ou não”, explicou Gabriela.

Câncer de mama em homens

Embora raro, o câncer de mama masculino também pode ocorrer. Segundo a especialista, para cada 100 diagnósticos em mulheres, apenas um homem desenvolve a doença.

Por essa baixa incidência, não há recomendação de rastreamento populacional (como mamografia periódica) para homens, diferentemente do que ocorre com as mulheres.

“Ser mulher, por si só, já é um fator de risco para o câncer de mama”, destacou Gabriela.

Importância do acompanhamento

Especialistas reforçam que, diante de qualquer alteração percebida nas mamas, o primeiro passo deve ser procurar atendimento médico especializado. A realização de exames de imagem, como a ultrassonografia, é fundamental para diferenciar cistos benignos de lesões que precisam de investigação mais aprofundada.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Rádio Metropole

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