Corpos das vítimas de acidente na BR-423, em Pernambuco, são identificados e maioria já foi entregue às famílias
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) informou neste domingo (19) que os 17 corpos das vítimas do grave acidente ocorrido na BR-423, no Agreste pernambucano, foram identificados por meio de impressões digitais.
De acordo com o órgão, 15 corpos já foram liberados e entregues às famílias, enquanto dois permanecem no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife para conclusão dos trâmites legais.
O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (17), quando um ônibus fretado por uma empresa de Brumado (BA), que transportava compradores com destino a Santa Cruz do Capibaribe (PE), tombou em um trecho sinuoso da Serra dos Ventos, entre os municípios de Paranatama e Saloá.
Segundo as autoridades, o veículo voltava para a Bahia e transportava cerca de 40 pessoas, número acima do limite previsto no contrato.
Inicialmente, os corpos foram encaminhados aos IMLs de Caruaru e Recife, mas todos foram posteriormente reunidos na capital para facilitar o processo de reconhecimento e entrega às famílias. As vítimas e parentes são oriundos principalmente dos estados da Bahia e de Minas Gerais, e a identificação contou com o apoio dos institutos de perícia desses estados.
Entre as 17 vítimas fatais, há homens e mulheres de diferentes idades. Outros 17 passageiros ficaram feridos — um deles morreu após ser levado para atendimento. Seis permanecem em unidades de terapia intensiva (UTI), seis apresentam ferimentos leves e cinco já receberam alta médica.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus invadiu a contramão, colidiu contra rochas e um barranco e acabou tombando na pista. A corporação também informou que alguns passageiros não utilizavam o cinto de segurança no momento do acidente.
O veículo era conduzido por dois motoristas, que se revezavam durante a viagem — ambos sobreviveram.
As investigações continuam para apurar as causas exatas do acidente e possíveis responsabilidades da empresa transportadora.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/PRF




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